segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

minha máquina de escrever anda parada
na tinta seca que ela carrega
todas as poesias costumavam ser sobre você.
o bilhete que você escreveu
- algo sobre eu ser sua poeta preferida -
junta pó na minha estante caída
enquanto eu não pego o que é preciso pra limpar
esses restos de amor que ficaram pra empoeirar


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