vêm sempre igual
pra mim:
eu choro e me incomodo
com a sua ausência.
a minha abstinência
de toques
que eu nunca soube dar
muito menos soube aceitar.
depois eu te pergunto
se está tudo bem
se tem algo pra me falar
peço carinho
peço pra você não se afastar.
no tardar do dia
eu te pergunto como foi
você não sorri, não me diz
e eu desabo
o silêncio eminente me derrota
te pergunto se você quer ir embora
e você com as malas em mãos
então eu não digo o que eu quero
fico com as palavras entaladas
na garganta
enquanto dou à deus
todas as cartas inacabadas
sobre todos esses começos
de fins
que não acabaram
que não acabaram
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