quarta-feira, 27 de julho de 2016

Maringá, julho de 2016.

Fazem exatas vinte semanas. Vinte semanas desde que fomos embora um do outro. Talvez eu tenha ido embora, visto que você já tinha ido fazia tempo. Como você está? Espero que esteja dando tudo certo. Espero que você esteja melhor de saúde e que esteja fumando menos. Enfim. Eu não queria chegar à esse ponto que cheguei, mas estou aqui. Estou aqui, mais uma vez, me humilhando com o peito aberto. Não quero mais o seu amor, se é isso que pensa. Não quero tampouco seus beijos ou seus carinhos. Eu quero conversa. Não conversas obrigatórias, mas, eu vi isso aqui e lembrei de você. Eu tenho a plena consciência de que tudo acabou e que tudo se desfez e que isso já tem tempo. Repetindo - não quero seu amor. Mas eu quero que você saiba que eu existo. Eu existo hoje e existi enquanto estava em teus braços. Eu continuo existindo embora você finja que não. Mesmo que finja que meu olhar não encontrou com o seu e que minhas canções não chegaram aos teus ouvidos. Eu existo, mesmo que você não se dê ao trabalho de trocar uma só palavra comigo. Aliás, eu retiro o que eu disse anteriormente. Eu não estou me humilhando. Eu sou corajosa. Eu estou aqui, mais uma vez, pedindo um mínimo de consideração de um ex amante. Não quero amizade. Não quero intimidade. Quero que você me olhe nos olhos e acene. Não sei se isso dói em você, ou se você simplesmente se sente indiferente para comigo. Mas amadureça. Olhe nos meus olhos e tenha a certeza: eu existo e vou continuar existindo. Não existo pra você, existo por mim. 

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