sexta-feira, 22 de julho de 2016

há de chegar o dia em que não mijarei no meu pé
agachada num canto de uma rua qualquer
como há de chegar o dia em que não derrubarei cigarros
que caem, coincidentemente, em poças atrás de carros
e há de chegar a noite em que não vou discar o seu número
na tela do celular.
há de chegar o dia que eu não sentirei saudades suas
e não chorarei pelos cigarros molhados de mijo.

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