quinta-feira, 5 de maio de 2016

Eu não sou essa que a tua voz chama. Esse não é meu nome. Não sou essa que você procura. Eu estive aqui e criei raízes no concreto feio e sujo. Plantei as minhas flores, que morreram. Eu não sou essa que teus olhos enxergam. Me enxergaram alguma vez? Porque eu enxerguei você. Eu te vi. E te amei. E te amo. Mas esse que você chama não sou eu. Eu não peço pra ficar. Eu peço pra ir.

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