terça-feira, 5 de abril de 2016

Te escrevo essa carta com a mantinha entre meus dedos. Você conhece bem, a famigerada mantinha. Suja, imunda, daquele jeito que é pra eu dormir bem e me sentir em casa. Se você estivesse aqui, eu não ia precisar desse trapo pra me sentir em casa. Eu me sinto em casa em qualquer lugar se você tiver do meu lado. Deve tá ficando banal eu te falar quase todo dia que eu gosto de você pra caralho, mas é porque eu gosto e não acho nada que substitua isso. Eu só to aqui, sentindo sua falta com aquele frio na boca do estômago porque logo mais cê vem. Vem pra cá, vem pra mim. Não pra mim, mas cê vem. Vem quando? Se quiser, tem comida e cama aqui. Tem carinho. Tem filme e série pra gente ver, se você quiser, e também tem presidente pra gente beber. Dessa vez eu me preparei. Eu tô montando a armadilha pra fazer você ficar. Vem pra cá. Cê vem?

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