segunda-feira, 4 de abril de 2016

na tempestade que é minha alma
me faltam palavras pra descrever
os trovões que me atormentam
pois bem, hoje as encontrei
e por meio desse poema fajuto
eu vou tentar te explicar
as nuvens que me fazem acordar
toda madrugada

tenho medo que parta
sem ao menos
olhar pra trás.
tenho medo que fique
e eu me perca
por te olhar demais
tenho medo que segure a minha mão
e tenho medo
se você quiser soltar
tenho medo que me olhe
e me enxergue tão bem
que isso faça você ir
ou que mesmo faça você ficar.
eu tenho tanto medo
é um pavor, é uma insônia, é uma fobia
eu tenho pânico ao me permitir te amar.
tão intensamente, tão descaradamente
mas é maior meu receio
ao pensar que você, um dia
pode querer juntar seus trovões
e fazer chover em outro lugar
só não pense que se você for,
a minha tempestade vai acalmar

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