sempre que eu escrevo eu sinto que vou à guerra.
uso o ofá que meu pai me deu e atiro minhas flechas,
minhas rimas, meus versos
em tudo que dói dentro de mim.
às vezes é preciso de um pouco de força,
porque o que me prende não é visível
nem mesmo sensível.
eu vou à guerra porque eu quero poder amar
e ser intensa, e não ter medo de me apegar.
eu vou à guerra porque eu tenho um medo terrível de dizer
e não ser ouvida
e minhas palavras de amor serem perdidas no vento.
eu vou à guerra porque eu quero poder estudar
quando minha mente estiver mais estável,
e o conhecimento estiver palpável,
eu quero poder ler e escrever
sobre essa história que vivemos hoje.
sempre que eu escrevo eu sinto que eu vou á guerra
e vou sozinha, porque ninguém há de me acompanhar
a guerra que eu vivo é solitária
um sentimento que nem se eu quisesse conseguiria explicar
porque a solidão de uma mente doente não tem quem faça parar
e é por isso que eu vou à guerra
porque toda vez que eu escrevo uma poesia e alguém pára pra me ouvir falar
é como se pouco a pouco eu começasse a me curar.
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