terça-feira, 21 de maio de 2019

eu não queria ter de esquecer você,
mas você não me deixa outra escolha.
além de jogar fora essa rolha desse vinho suave
e esquecer o seu toque macio na minha pele seca
nossos beijos molhados de dentro do carro
e como você parecia certo pra mim quando estávamos na mata.
acendendo uma vela pro seu santo ali,
e uma pro meu aqui
nadando sem boiar,
nadando sem parar.
você que me disse que não era das águas
e eu te disse que sempre fui de me molhar.
mas eu não queria ter de esquecer você,
da sua pele quente,
do seu olhar macio sobre mim.
sempre era sol no meu quintal
porque você sempre estava a brilhar
e me esquentar.
mas logo eu que sempre fui das águas e sempre gostei de me molhar
nas minhas águas cê num quis mergulhar...

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