eu preciso da fúria do poeta para escrever
então às vezes eu não tomo minhas pílulas
porque eu preciso sentir um pouco de raiva.
ando anestesiada, não sou feliz e tampouco triste
eu sou o olho do furacão, onde tudo se mantém em calma
e ao redor a tempestade devasta.
eu sou o rascunho não finalizado
de uma poesia tampouco trabalhada
com pouco conteúdo, não serve para batalha
então às vezes eu não tomo minhas pílulas
porque a minha doença é minha inspiração
preciso de um pouco de dor para perceber que nem tudo é em vão.
e eu preciso sentir o caos ao meu redor,
para fluir no meu corpo e eu me deixar sentir
às vezes,
pouco a pouco.
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