terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

não foi preciso uma arma na mão pra me pôr no caixão
bastou um papel, uma caneta e a falta de um cifrão
a fome me esfola por dentro
e por fora eu não ouso nem pedir esmola
- de amor -

todas as flores que me deram estavam envenenadas,
de palavras falsas, inveja e flores mal intencionadas
não foi preciso uma arma na mão pra me pôr no caixão,
bastou teu ódio e a falta de noção
palavras nunca foram vento
nem quando se faz ventar
palavras são veneno no corpo,
e as tuas tão fazendo o serviço de me matar

chutar alguém que está no chão deve ser fácil de assistir
me ver vomitar toda a sua falsa solidariedade
pedindo por ajuda, não tem amizade por aqui
não foi preciso projéteis pra me pôr no caixão,
a malícia das tuas palavras já fez o processo de putrefação

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