acordei meio trêmula com as palavras engasgadas
lembrei de você me abraçando com as pernas,
me embrulhando dum jeito que eu não tinha como sair
e nem queria.
acordei meio trêmula, com as palavras faltando
sentindo falta de você ao meu lado, sussurrando
coisas que a gente não diria na luz do dia.
não sei se é porque eu não tomei as minhas pílulas de manhã,
mas sei que eu te amei como se não tivesse um amanhã
e não teve.
não para nós.
nunca teve um nós.
mas eu quis te atar, tentei a todo custo fazer você me amar,
e me querer
eu te quis mais e mais
e você não me quis.
eu acordei meio trêmula, com uns espasmos nas minhas ideias
tudo que eu não disse hoje parece que começou a pesar
se eu sou assim tão boa, por que é que ninguém nunca conseguiu ficar?
e eu tentei tanto
mas tanto
mas eu não vou pedir por amor,
dessa vez eu não vou implorar.
eu sigo com a voz trêmula e lágrimas nos olhos,
eu sigo triste mas eu vou embora.
mais um poema triste de amor que eu escrevi
mais um poema que eu te dou
junto com todo o amor que você negou.
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