quarta-feira, 21 de agosto de 2019

eu não vou mentir que eu sinto um pouco de agonia
ultimamente tenho feito presente muita dor na minha poesia
mas é o que eu sinto, e eu prometi que não mentiria
como também prometi pra minha mãe que viveria.
tenho me encontrado com dificuldades de levantar da cama,
às vezes eu me sinto sozinha e só queria ouvir que alguém me ama
mas não posso pedir amor
porque amor não se pede.
amor não se mendiga.

sei que não estou só, eu vejo várias pessoas se dizendo irmãos
mas nenhum deles têm me dado a palma estendida da mão.
eu sei que cada um têm seus problemas, e eu não quero fazer nenhum tipo de cena
isso não é uma carta de despedida, nem um poema de partida
mas eu morro todo dia, pouco a pouco porque me mato de um jeito sujo
pouco a pouco porque eu já não tenho mais vontade nenhuma de viver
mas finjo que ainda tenho, pra não pesar nas costas de ninguém
porque eu sei que se eu morrer, todo mundo vai ter algo a dizer
sobre mim
sobre a minha pessoa
sobre quem eu era
sobre o que eu gostava
e todas as flores que serão postas em cima do meu caixão, todas elas podiam ter sido entregues na minha mão...
mas não
tantos pedidos de socorro que eu já nem sei mais contar
eu não quero dó
eu não quero piedade
eu não quero nada de quem não é de verdade.

as pessoas sempre têm algo muito interessante a dizer sobre você
quando elas não te conhecem muito bem, mas fingem conhecer
e eu sempre fui de tantas palavras, me mantenho na escassez
o silêncio é meu único amigo, que não fugiu nenhuma vez
o céu hoje estava azul e o dia ensolarado
mas foi mais um desses dias que eu precisei de alguém
e não tinha ninguém ao meu lado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário