eu não vou mentir que eu sinto um pouco de agonia
ultimamente tenho feito presente muita dor na minha poesia
mas é o que eu sinto, e eu prometi que não mentiria
como também prometi pra minha mãe que viveria.
tenho me encontrado com dificuldades de levantar da cama,
às vezes eu me sinto sozinha e só queria ouvir que alguém me ama
mas não posso pedir amor
porque amor não se pede.
amor não se mendiga.
sei que não estou só, eu vejo várias pessoas se dizendo irmãos
mas nenhum deles têm me dado a palma estendida da mão.
eu sei que cada um têm seus problemas, e eu não quero fazer nenhum tipo de cena
isso não é uma carta de despedida, nem um poema de partida
mas eu morro todo dia, pouco a pouco porque me mato de um jeito sujo
pouco a pouco porque eu já não tenho mais vontade nenhuma de viver
mas finjo que ainda tenho, pra não pesar nas costas de ninguém
porque eu sei que se eu morrer, todo mundo vai ter algo a dizer
sobre mim
sobre a minha pessoa
sobre quem eu era
sobre o que eu gostava
e todas as flores que serão postas em cima do meu caixão, todas elas podiam ter sido entregues na minha mão...
mas não
tantos pedidos de socorro que eu já nem sei mais contar
eu não quero dó
eu não quero piedade
eu não quero nada de quem não é de verdade.
as pessoas sempre têm algo muito interessante a dizer sobre você
quando elas não te conhecem muito bem, mas fingem conhecer
e eu sempre fui de tantas palavras, me mantenho na escassez
o silêncio é meu único amigo, que não fugiu nenhuma vez
o céu hoje estava azul e o dia ensolarado
mas foi mais um desses dias que eu precisei de alguém
e não tinha ninguém ao meu lado.
quarta-feira, 21 de agosto de 2019
terça-feira, 20 de agosto de 2019
o mundo tá se acabando e eu me acabo junto
cada verso era pra ser um progresso, mas eu vou mais pro fundo
fumaça no céu e meus versos no ar, bronquite coletiva e ninguém consegue respirar
as palavras são pesadas, ninguém nunca consegue se acostumar e nem digerir
a fartura da minha poesia é uma ceia da qual você nunca vai participar
não têm estômago pra me aguentar, mas pra matar cê têm e os que foram não vão mais vir
a fogueira santa queimou todos os pecados e eu tenho a certeza de que cristo não vai ressurgir
eu nunca tive medo de morrer, por isso cavo minha cova e me ponho pra deitar
o mundo em chamas, acendo um cigarro no fogo e fico a observar
eu sou o meu próprio apocalipse, eu sou o meu próprio fim
eu sou a lua de encontro a sol, um eclipse, porque a dualidade sempre fez parte de mim
mas a escassez gera fome, e quem tem fome come?
a não ser que não tenha alimento, o que sacia pode estar cheio de veneno
não gosta do calor, mas vive no deserto, gritando ao vento e à poeira, ouvindo o seu próprio eco
o ego gritando, ninguém escuta nada
palavras molhadas de lágrimas e ninguém escuta nada
sol de encontro com a lua, a tarde aqui escureceu
engasguei com minha própria imensidão,
o apocalipse sou eu
cada verso era pra ser um progresso, mas eu vou mais pro fundo
fumaça no céu e meus versos no ar, bronquite coletiva e ninguém consegue respirar
as palavras são pesadas, ninguém nunca consegue se acostumar e nem digerir
a fartura da minha poesia é uma ceia da qual você nunca vai participar
não têm estômago pra me aguentar, mas pra matar cê têm e os que foram não vão mais vir
a fogueira santa queimou todos os pecados e eu tenho a certeza de que cristo não vai ressurgir
eu nunca tive medo de morrer, por isso cavo minha cova e me ponho pra deitar
o mundo em chamas, acendo um cigarro no fogo e fico a observar
eu sou o meu próprio apocalipse, eu sou o meu próprio fim
eu sou a lua de encontro a sol, um eclipse, porque a dualidade sempre fez parte de mim
mas a escassez gera fome, e quem tem fome come?
a não ser que não tenha alimento, o que sacia pode estar cheio de veneno
não gosta do calor, mas vive no deserto, gritando ao vento e à poeira, ouvindo o seu próprio eco
o ego gritando, ninguém escuta nada
palavras molhadas de lágrimas e ninguém escuta nada
sol de encontro com a lua, a tarde aqui escureceu
engasguei com minha própria imensidão,
o apocalipse sou eu
quinta-feira, 8 de agosto de 2019
certos olhares ainda me paralisam
como me paralisaram da primeira vez que me olharam
e eu fiquei como estou agora
trêmula,
sem lembrar como respirar
sem saber o que dizer
mesmo não tendo que dizer nada.
esse pouco tempo que você me olhou
e eu te olhei
e nos vimos.
podem se passar anos
e eu ainda vou paralisar
do mesmo jeito que eu paralisei
da primeira vez que você mirou teus olhos em mim
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