quarta-feira, 26 de junho de 2019

mundo

se meu mundo eu que aprenda a levantar
já que quando eu caí,
só tinha dedo pra apontar
tinha medo da minha própria sombra
nunca sabe quando ela resolve te apunhalar
pelas costas, o mundo cobra
o verso dobra e eu continuo sem respirar
ja quis acabar com a minha própria vida
mas as feridas não me deixaram movimentar
cê me pergunta porque é que eu carrego tanta solidão
é porque na hora de falar de suicídio some tudo os irmão
é mais fácil levar flores e remorso pra um caixão
do que levanta a bunda e mostra gratidão
a mão que afaga é a mesma que apedreja
então eu sigo com minhas faces todo dia na incerteza
será que eu hoje é o dia da minha morte?
mais um dia que eu vivi e eu tô chamando isso de sorte
vozes na minha cabeça, não tem com quem falar
tanto remédio que meu corpo começa a se desintegrar
já me chamaram de louca e de perturbada
essas falas que me derrubam não servem de nada.
um buraco fundo no meu peito que ninguém soube cavar,
tava tão no escuro que ninguém soube me achar
é por isso que eu escrevo pra quem ta assim
saber que isso não é o fim
lagrimas escorrem do meu rosto e eu nao sei porque
mais um dia lutando com a morte, os cortes não me deixam esquecer

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