terça-feira, 29 de dezembro de 2015
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Cocaine
Tua boca é o meu desejo
Entre braços e beijos, eu me perco
E anseio, e apaixono
Pelos suaves toques de teus dedos
Seu rosto na nuca que me faz arrepiar
A cada suspiro eu me faço derreter
Entre teus abraços e carícias
Deixo-me perder entre você
Tua voz me deixa perdida
Teu olhar que é minha grande sina
E teu corpo ao meu redor
Me causa suspiro, perdi a voz
Me beija, me toca, me tem
Me puxa, me aperta, me faz refém
Eu quero ser teu corpo, o seu suor
Ser tua na cama, fazer parte de você
E quando a dança acabar
E o êxtase me fazer gritar
Teu sorriso vai me acalentar
Enquanto eu me fazer apaixonar
Cocaine
Tua boca é o meu desejo
Entre braços e beijos, eu me perco
E anseio, e apaixono
Pelos suaves toques de teus dedos
Seu rosto na nuca que me faz arrepiar
A cada suspiro eu me faço derreter
Entre teus abraços e carícias
Deixo-me perder entre você
Tua voz me deixa perdida
Teu olhar que é minha grande sina
E teu corpo ao meu redor
Me causa suspiro, perdi a voz
Me beija, me toca, me tem
Me puxa, me aperta, me faz refém
Eu quero ser teu corpo, o seu suor
Ser tua na cama, fazer parte de você
E quando a dança acabar
E o êxtase me fazer gritar
Teu sorriso vai me acalentar
Enquanto eu me fazer apaixonar
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Gente
Eu sou se eu não tiver cor?
Se não tiver credo, se não tiver amor?
Eu sou se eu não tiver sexo?
Se não tiver roupa, se não tiver complexo?
Eu sou se eu não tiver rancor?
Se eu não tiver ódio, se eu não tiver pudor?
Eu sou se eu não tiver raça?
Se eu não tiver cultura, se na minha história não houve desgraça?
Eu sou o que se eu não tiver nada?
Eu sou gente
sábado, 31 de outubro de 2015
E eu que sempre vi teus olhos mel em tons de mar. E eu que soube nadar tão bem, esqueci de me mover em você. Me afoguei. Me perdi. Fiquei à deriva esperando as ondas me carregarem pra longe. E esperei. Milhas de mar, milhas de você longe. Milhas de saudade que eu não soube controlar. Milhas de mim que eu não soube mais achar.
terça-feira, 13 de outubro de 2015
amigos até a subzero acabar
companheiros só até uma boca pra beijar
irmãos só enquanto a bala durar
a covardia nos fez amigos de bar
nunca sendo um ombro pra chorar
nunca emprestando dinheiro se precisar
se tiver problemas, eu estou na rua
bebendo até apagar
de mãos dadas com o poste
porque eu só tenho amigos de bar
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
sou da geração coragem
que luta e pede igualdade
que grita e persegue liberdade
que chora os corpos na rua
que exige acima de tudo a verdade
mas eu sou da geração covarde
que ama e finge que não
que se aprisiona entre dificuldades
que quando tem a chance de amar e ser amado
foge pro bem estar, foge pra não se entregar
e toda a liberdade que eu lutei pra conseguir
se aplica somente aos outros e não à mim
porque eu tenho a coragem de dizer que sou covarde pra amar
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
Queria te falar - mais uma vez - pra você ficar
Pra você não fugir, pra você se instalar
No meu terreno, no meu luar
Enquanto eu escrevo mais uma vez o meu chorar
Queria te falar - mais uma vez - pra você permanecer
Sem medo, sem correr
No meu amor, no meu ver
Enquanto eu faço mais rimas pra você
Queria te falar - te pedir pra me deixar
Fazer morada em você
No calor do teu abraço ao meu adormecer
No gosto dos teus beijos ao meu escurecer
Nos nós dos teus cabelos ao meu desfazer
Queria te pedir - pela última vez
Que apesar de ter ido, ainda da pra voltar
Pro meu lugar, pro meu coração
Onde eu montei uma barraca pra você ficar
Coloquei minhas mantas pra você se esquentar
E meus medos longe, pra não te assustar.
terça-feira, 25 de agosto de 2015
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Distância
Te vi de perto como nunca tinha te visto de longe
E as cores dos teus olhos negros refletiram nos meus
E minha mão foi de encontro à sua
Que já segurava meu coração.
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
terça-feira, 11 de agosto de 2015
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
quinta-feira, 30 de julho de 2015
Roda a roda
Todas essas faces miseráveis
Presas à rotina, cretina
E as horas que não passam, incontáveis
E eu que não sou nada, sou escrava
Das horas que passo a trabalhar
Todo dia, sem cessar
Me fizeram serva de capital
Que nunca é o suficiente, que nunca é total
E frequentemente tenho mais contas a pagar
E nunca para, nunca acaba
A roda continua a girar
E eu não vejo mais a vida passar
quarta-feira, 22 de julho de 2015
poderia ser eu
o corpo que você deseja
a voz que você quer ouvir
poderia ter sido eu
o seu tudo, sua fonte de calor
seu sonho, a sua vida
poderia ter sido eu
a causa do aperto no teu peito
do sorriso no seu rosto
poderia ter sido eu?
mas preferi me perder no corpo alheio
beijos de luxúria e flertes de bar em bar
eu poderia ser sua
mas preferi me doar
quinta-feira, 9 de julho de 2015
terça-feira, 30 de junho de 2015
Hoje eu tive muita saudade de você. Não sei de que parte de você. De você inteiro, não. Eu nunca vi você inteiro. Em tantos e poucos anos, nunca te vi. Vi várias facetas tuas, mas não teu todo. Não teu rosto. Vi quando você me amou, e seus braços corriam ao redor do meu corpo. Teus beijos me faziam sorrir e tua voz cheia de poemas. Amei. Vi quando você me odiou, e você se fechou. Teu corpo se afastou e seu rosto não se moveu. Tua palma se fechou.
Vi quando você se magoou e parecia uma criança. E recusou meu colo, meu amor e meu carinho. Sofri. Queria não ter visto quando você desapareceu. Nada do que eu amei existia em você. Amei?
Seus olhos recusavam os meus e tuas mãos desviavam das minhas. Sua voz não falava para que eu pudesse ouvir. Me amou? Não pareceu. Espero que tenha visto o dia em que me quebrou.
Doce
Que o doce que eu tomei não tenha oxidado minha sanidade
Dançando comigo na rua ao som da saudade
Dos teus beijos, teus abraços e tuas carícias
A madrugada fria e meu corpo quente
Rodopiando ao meu próprio som
Que eu fiz nessa noite, nessa madrugada de inverno
Fiz pra você saber que eu tô bem, que eu tô feliz
Que eu tô mais eu do que eu poderia estar
E que eu não preciso mais do teu peito pra me acalmar
Eu não preciso mais do teu sorriso pra ser meu lar
Quando eu já me tenho pra valsar
Não existe mais dança da solidão
Quando eu aprendi a me amar
terça-feira, 23 de junho de 2015
Eu lua, voce sol.
Sua órbita só encontra com a minha
Quando teu desejo arde
E você quer emergir meu corpo no seu
Me queimando com teus olhos.
Eu lua, você só.
Carência (que me abrange em c e r t o s dias e me deixa assim)
O que é que eu posso fazer pra você ficar?
Não só ficar, mas permanecer. Me desenhar, me fotografar, me beijar até a boca secar...
O que é que eu tenho de fazer pra você me amar?
Me explica como que eu faço pra chegar até você. Te virar de dentro pra fora, te revistar
Te conhecer tanto que vou até memorizar
As suas falas, os teus jeitos, suas manias e seus defeitos
Me ensina o teu caminho que eu quero desvendar
E quero fazer você também querer me aprender
Meus labirintos e galerias
Saber o que eu vou falar, e você vai enjoar
Das minhas mil facetas e caretas
Vem me ensinar como que eu faço pra chegar
Te conhecer, te merecer
Te ter pra mim e te devolver pra todo lugar
Faz o que quiser fazer que eu não ligo
Volta pra mim depois, que eu posso ser o seu lar
Me explica, por favor,
Como que eu faço pra você me ver
Do mesmo jeito que eu enxergo você?
segunda-feira, 15 de junho de 2015
Fui
O que é que eu fui pra você?
Beijo, corpo, mente?
Eu tive sabor na tua boca?
Eu tive cheiro no travesseiro?
Tive caminhos que me lembravam?
Fui memória doída?
Eu fui fios de cabelos entre seus dedos?
Fui música proibida?
E nome não mencionado?
Eu fui noites em claro?
Travesseiro molhado?
Eu fui fogo?
Fui paixão?
Eu fui amor ou fui tesão?
sexta-feira, 12 de junho de 2015
Setenta e sete dias
De sete em sete
Meu tempo passa
Vivo pelo álcool
Respiro pela nicotina
De sete em sete
Eu renasço e me desfaço
Só brilho na luz da lua
Que me faz nua
Frágil e pequena
Me faz esquecer que eu não vivo pra mim
Vivo pros sete
Aos sete em sete
Trinta em trinta que se passaram
Em anos que eu perdi afogada em dias que não eram meus
O que é que eu vou fazer
Quando chegarem meus últimos sete
pra eu viver?
segunda-feira, 8 de junho de 2015
Acontecimento que está por vir (eu)
Quero ser quem eu quiser
Na hora que eu desejar
E se for o oposto do que eu era
Quem é você pra falar?
Quero ser mais do que você
Que é espelho de tudo o que vê
Sem você pra me regular
E me dizer 'não é assim que tem que ser'
Eu sou quem eu for
Na hora que já foi
Nas horas que virão
Eu serei quando eu tiver que acontecer
quarta-feira, 3 de junho de 2015
segunda-feira, 1 de junho de 2015
quinta-feira, 28 de maio de 2015
Flores de cemitério
Dentre as flores do jardim
Escurece de lá pra cá
E você, que fugiu daqui
Não tem mais rosas pra cultivar
Dentre os pássaros do jardim
Não há mais rouxinóis a cantar
E você, que dorme por aqui
Será que consegue escutar?
Dentre os granitos do jardim
Está você a repousar
Com um sorriso no rosto
E a essa visão pra sempre admirar
quarta-feira, 27 de maio de 2015
terça-feira, 26 de maio de 2015
Silêncio
O meu maior silêncio é quando minha voz não se cala
E me anuncio ao mundo.
E por ter medo de que me veja, eu me mostro
E me digo por caminhos que não são verdade
E me fujo por palavras que não são reais
E grito por vozes que não são as minhas
E no meu maior barulho
Onde moram meus maiores medos
Eu me calo
quinta-feira, 21 de maio de 2015
Incêndio
Triste foi o incêndio
Que poluiu o nosso céu
Escondeu nossos sonhos
E queimou o nosso amor
Triste foi o incêndio
Que me fez cinzas de doer
Me fez sofrer pra esquecer
Que minha vida já não é sobre você
terça-feira, 19 de maio de 2015
sábado, 16 de maio de 2015
Eu gostaria de dizer que não desisti
Mas minto
Pois estou cansada e fatigada
De não ser nada alem de uma muleta para as suas dores
Um curativo para as tuas feridas
Completando as suas partes perdidas
Eu gostaria de dizer que não me saturei
De ser uma canção de ninar
Que você desliga ao acordar
E ao passar do dia
Eu queria ser mais do que apenas um remédio
Queria ser mais do que teu comprimido
Não queria ser, de novo,
Um poema que você deixa sem terminar
sábado, 2 de maio de 2015
segunda-feira, 27 de abril de 2015
sexta-feira, 24 de abril de 2015
quarta-feira, 22 de abril de 2015
segunda-feira, 30 de março de 2015
O ar escapou do peito, como todo vestígio de vergonha. Os cachos entre as pernas e a constelação de seus seios formavam um quadro. Imóvel.
Os seis acompanhavam a respiração falha e fraca, e a pequena boca seca de paixão.
As mãos subiam a barriga contraída, contornando a cintura e puxando a garota para si.
Me engole.
Um gemido.
O corpo extasiado procurava um apoio, e o encontrou nos cachos dentre duas pernas. Os olhos se encontraram. A fome aumentou. A força diminui e o corpo descontrolado. Os pés ao alto, as mãos arrancando os cachos e a boca sedenta. Por fim, um grito.
Me fode.
sábado, 14 de fevereiro de 2015
Fotografia
A procura é vazia.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Botóx
Colocar um pouco de peito depois que eu amamentar
Quem sabe uma lipo pra quando eu engordar
Um botox no rosto se eu enrugar
Um bronzeado artificial pra eu empretar
Unhas de gel pra esconder as que eu roí
E tatuagem na sobrancelha pra me definir
De que me adianta ser jovem agora se ao envelhecer
Vão me mudar até eu não me reconhecer
E no meu túmulo, ninguém vai ver?
*Abrem meu túmulo para exumação
E o silicone que eu coloquei ainda está lá, quase em decomposição*