terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Cocaine

Tua boca é o meu desejo
Entre braços e beijos, eu me perco
E anseio, e apaixono
Pelos suaves toques de teus dedos

Seu rosto na nuca que me faz arrepiar
A cada suspiro eu me faço derreter
Entre teus abraços e carícias
Deixo-me perder entre você

Tua voz me deixa perdida
Teu olhar que é minha grande sina
E teu corpo ao meu redor
Me causa suspiro, perdi a voz

Me beija, me toca, me tem
Me puxa, me aperta, me faz refém
Eu quero ser teu corpo, o seu suor
Ser tua na cama, fazer parte de você

E quando a dança acabar
E o êxtase me fazer gritar
Teu sorriso vai me acalentar
Enquanto eu me fazer apaixonar

Cocaine

Tua boca é o meu desejo
Entre braços e beijos, eu me perco
E anseio, e apaixono
Pelos suaves toques de teus dedos

Seu rosto na nuca que me faz arrepiar
A cada suspiro eu me faço derreter
Entre teus abraços e carícias
Deixo-me perder entre você

Tua voz me deixa perdida
Teu olhar que é minha grande sina
E teu corpo ao meu redor
Me causa suspiro, perdi a voz

Me beija, me toca, me tem
Me puxa, me aperta, me faz refém
Eu quero ser teu corpo, o seu suor
Ser tua na cama, fazer parte de você

E quando a dança acabar
E o êxtase me fazer gritar
Teu sorriso vai me acalentar
Enquanto eu me fazer apaixonar

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Gente

Eu sou se eu não tiver cor?
Se não tiver credo, se não tiver amor?
Eu sou se eu não tiver sexo?
Se não tiver roupa, se não tiver complexo?
Eu sou se eu não tiver rancor?
Se eu não tiver ódio, se eu não tiver pudor?
Eu sou se eu não tiver raça?
Se eu não tiver cultura, se na minha história não houve desgraça?
Eu sou o que se eu não tiver nada?

Eu sou gente

sábado, 31 de outubro de 2015

E eu que sempre vi teus olhos mel em tons de mar. E eu que soube nadar tão bem, esqueci de me mover em você. Me afoguei. Me perdi. Fiquei à deriva esperando as ondas me carregarem pra longe. E esperei. Milhas de mar, milhas de você longe. Milhas de saudade que eu não soube controlar. Milhas de mim que eu não soube mais achar.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

a covardia nos fez amigos de bar
amigos até a subzero acabar
companheiros só até uma boca pra beijar
irmãos só enquanto a bala durar
a covardia nos fez amigos de bar
nunca sendo um ombro pra chorar
nunca emprestando dinheiro se precisar
se tiver problemas, eu estou na rua
bebendo até apagar
de mãos dadas com o poste
porque eu só tenho amigos de bar

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Your love hit me like the sea
And I delivered myself to your being
But every sea one day needs to retreat
So i waited for you to come back to me

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

sou da geração coragem
que luta e pede igualdade
que grita e persegue liberdade
que chora os corpos na rua
que exige acima de tudo a verdade

mas eu sou da geração covarde
que ama e finge que não
que se aprisiona entre dificuldades
que quando tem a chance de amar e ser amado
foge pro bem estar, foge pra não se entregar
e toda a liberdade que eu lutei pra conseguir
se aplica somente aos outros e não à mim
porque eu tenho a coragem de dizer que sou covarde pra amar

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Queria te falar - mais uma vez - pra você ficar
Pra você não fugir, pra você se instalar
No meu terreno, no meu luar
Enquanto eu escrevo mais uma vez o meu chorar

Queria te falar - mais uma vez - pra você permanecer
Sem medo, sem correr
No meu amor, no meu ver
Enquanto eu faço mais rimas pra você

Queria te falar - te pedir pra me deixar
Fazer morada em você
No calor do teu abraço ao meu adormecer
No gosto dos teus beijos ao meu escurecer
Nos nós dos teus cabelos ao meu desfazer

Queria te pedir - pela última vez
Que apesar de ter ido, ainda da pra voltar
Pro meu lugar, pro meu coração
Onde eu montei uma barraca pra você ficar
Coloquei minhas mantas pra você se esquentar
E meus medos longe, pra não te assustar.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

o que há para ser notado
além dos teus olhos de mar?
me afogaram, me arrastaram
até a praia do teu ser
e quando eu estava pronta para em ti mergulhar
teu mar fez-se recuar

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Distância

Te vi de perto como nunca tinha te visto de longe
E as cores dos teus olhos negros refletiram nos meus
E minha mão foi de encontro à sua
Que já segurava meu coração.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Quando eu não fujo, você corre
Se eu fico, você foge
Se eu gosto você se esconde
Se eu me mostro, você não vê.

Há de chegar o dia
Em que eu vou correr e você vai ficar
Você vai me procurar e não vai me encontrar
Meu nome chamar e eu estarei bem longe
Para escutar

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Corre comigo ou corre de mim?
Corre pra onde, se eu estou aqui?
Como pode eu te conhecer tanto
Se não te conheço nada?
E como pode você me ver
Se eu nunca me mostrei?

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Peguei a solidão e dancei
Fiz dela o meu par
Dançamos a noite toda
E quando o sol nasceu, eu não estava mais sozinha
Eu tinha feito de mim o meu lar

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Roda a roda

Todas essas faces miseráveis
Presas à rotina, cretina
E as horas que não passam, incontáveis

E eu que não sou nada, sou escrava
Das horas que passo a trabalhar
Todo dia, sem cessar

Me fizeram serva de capital
Que nunca é o suficiente, que nunca é total
E frequentemente tenho mais contas a pagar

E nunca para, nunca acaba
A roda continua a girar
E eu não vejo mais a vida passar

quarta-feira, 22 de julho de 2015

poderia ser eu

a boca que você beija
o corpo que você deseja
a voz que você quer ouvir
poderia ter sido eu
o seu romance, o seu amor
o seu tudo, sua fonte de calor
seu sonho, a sua vida
poderia ter sido eu
o sorriso que você anseia
a causa do aperto no teu peito
do sorriso no seu rosto
poderia ter sido eu?
eu poderia ser sua
mas preferi me perder no corpo alheio
beijos de luxúria e flertes de bar em bar
eu poderia ser sua
mas preferi me doar

quinta-feira, 9 de julho de 2015

É business
Não é pra você.
Que tem que agir assim
Ser quem não é só pra ganhar uns trocadin
É business
É pra todo mundo!
Social, normal
Transtornado
É business
Não é você

terça-feira, 30 de junho de 2015

Hoje eu tive muita saudade de você. Não sei de que parte de você. De você inteiro, não. Eu nunca vi você inteiro. Em tantos e poucos anos, nunca te vi. Vi várias facetas tuas, mas não teu todo. Não teu rosto. Vi quando você me amou, e seus braços corriam ao redor do meu corpo. Teus beijos me faziam sorrir e tua voz cheia de poemas. Amei. Vi quando você me odiou, e você se fechou. Teu corpo se afastou e seu rosto não se moveu. Tua palma se fechou.
Vi quando você se magoou e parecia uma criança. E recusou meu colo, meu amor e meu carinho. Sofri. Queria não ter visto quando você desapareceu. Nada do que eu amei existia em você. Amei?
Seus olhos recusavam os meus e tuas mãos desviavam das minhas. Sua voz não falava para que eu pudesse ouvir. Me amou? Não pareceu. Espero que tenha visto o dia em que me quebrou.

Doce

Que o doce que eu tomei não tenha oxidado minha sanidade
Dançando comigo na rua ao som da saudade
Dos teus beijos, teus abraços e tuas carícias
A madrugada fria e meu corpo quente
Rodopiando ao meu próprio som
Que eu fiz nessa noite, nessa madrugada de inverno
Fiz pra você saber que eu tô bem, que eu tô feliz
Que eu tô mais eu do que eu poderia estar
E que eu não preciso mais do teu peito pra me acalmar
Eu não preciso mais do teu sorriso pra ser meu lar
Quando eu já me tenho pra valsar
Não existe mais dança da solidão
Quando eu aprendi a me amar

terça-feira, 23 de junho de 2015

Eu lua, voce sol.

Sua órbita só encontra com a minha
Quando teu desejo arde
E você quer emergir meu corpo no seu
Me queimando com teus olhos.

Eu lua, você só.

Carência (que me abrange em c e r t o s dias e me deixa assim)

O que é que eu posso fazer pra você ficar?
Não só ficar, mas permanecer. Me desenhar, me fotografar, me beijar até a boca secar...
O que é que eu tenho de fazer pra você me amar?
Me explica como que eu faço pra chegar até você. Te virar de dentro pra fora, te revistar
Te conhecer tanto que vou até memorizar
As suas falas, os teus jeitos, suas manias e seus defeitos
Me ensina o teu caminho que eu quero desvendar
E quero fazer você também querer me aprender
Meus labirintos e galerias
Saber o que eu vou falar, e você vai enjoar
Das minhas mil facetas e caretas

Vem me ensinar como que eu faço pra chegar
Te conhecer, te merecer
Te ter pra mim e te devolver pra todo lugar
Faz o que quiser fazer que eu não ligo
Volta pra mim depois, que eu posso ser o seu lar
Me explica, por favor,
Como que eu faço pra você me ver
Do mesmo jeito que eu enxergo você?

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Fui

O que é que eu fui pra você?
Beijo, corpo, mente?
Eu tive sabor na tua boca?
Eu tive cheiro no travesseiro?
Tive caminhos que me lembravam?
Fui memória doída?
Eu fui fios de cabelos entre seus dedos?
Fui música proibida?
E nome não mencionado?
Eu fui noites em claro?
Travesseiro molhado?
Eu fui fogo?
Fui paixão?

Eu fui amor ou fui tesão?

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Setenta e sete dias

De trinta em trinta
De sete em sete
Meu tempo passa
Vivo pelo álcool
Respiro pela nicotina
De sete em sete
Eu renasço e me desfaço
Só brilho na luz da lua
Que me faz nua
Frágil e pequena
Me faz esquecer que eu não vivo pra mim
Vivo pros sete

Aos sete em sete
Trinta em trinta que se passaram
Em anos que eu perdi afogada em dias que não eram meus

O que é que eu vou fazer
Quando chegarem meus últimos sete
pra eu viver?

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Acontecimento que está por vir (eu)

Me deixa ser eu, que eu quero ser
Quero ser quem eu quiser
Na hora que eu desejar
E se for o oposto do que eu era
Quem é você pra falar?
Quero ser mais do que você
Que é espelho de tudo o que vê
Sem você pra me regular
E me dizer 'não é assim que tem que ser'
Eu sou quem eu for
Na hora que já foi
Nas horas que virão
Eu serei quando eu tiver que acontecer

quarta-feira, 3 de junho de 2015

segunda-feira, 1 de junho de 2015

No meu sonho eu acordei
Pensando que talvez você estivesse chamando por mim
E com medo de que você fosse embora
Não abri meus olhos até você me chamar
Uma pena
Que desde então ando esperando
Pela tua voz

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Flores de cemitério

Dentre as flores do jardim
Escurece de lá pra cá
E você, que fugiu daqui
Não tem mais rosas pra cultivar

Dentre os pássaros do jardim
Não há mais rouxinóis a cantar
E você, que dorme por aqui
Será que consegue escutar?

Dentre os granitos do jardim
Está você a repousar
Com um sorriso no rosto
E a essa visão pra sempre admirar

O que é que tem
No seu olhar
Que fez o meu
Cruzar com o seu
No meio de multidões?

O que é que fez
O seu olhar
Parar o meu
Que não vi mais ninguém
Desde que vi você

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Nao gosto de gente que tem medo da chuva
E de se molhar
Porque na minha urgência de você
Desejo me afogar na imensidão
Que é o teu olhar

terça-feira, 26 de maio de 2015

Silêncio

O meu maior silêncio é quando minha voz não se cala
E me anuncio ao mundo.
E por ter medo de que me veja, eu me mostro
E me digo por caminhos que não são verdade
E me fujo por palavras que não são reais
E grito por vozes que não são as minhas
E no meu maior barulho
Onde moram meus maiores medos
Eu me calo

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Incêndio

Triste foi o incêndio
Que poluiu o nosso céu
Escondeu nossos sonhos
E queimou o nosso amor

Triste foi o incêndio
Que me fez cinzas de doer
Me fez sofrer pra esquecer
Que minha vida já não é sobre você

terça-feira, 19 de maio de 2015

Eu estive cheia de beijos e toques
A bebida acabou
Os beijos cessaram
As carícias se afastaram
E ninguém mais atende
Meu chamado

sábado, 16 de maio de 2015

Eu gostaria de dizer que não desisti
Mas minto
Pois estou cansada e fatigada
De não ser nada alem de uma muleta para as suas dores
Um curativo para as tuas feridas
Completando as suas partes perdidas

Eu gostaria de dizer que não me saturei
De ser uma canção de ninar
Que você desliga ao acordar
E ao passar do dia
Eu queria ser mais do que apenas um remédio
Queria ser mais do que teu comprimido
Não queria ser, de novo,
Um poema que você deixa sem terminar

sábado, 2 de maio de 2015

Tenho muita vontade de morrer
Mas não tenho coragem de me fazer falecer
E eu não acho que conseguiria
Eu quero muito saber do futuro
Das coisas que ainda vão acontecer

segunda-feira, 27 de abril de 2015

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Eu acho bonita a ideia
De duas pessoas se olhando
E esquecerem que o tempo
Continua passando
É por isso meu nego
Que eu não olho pra você
Porque de dois seríamos um
E da vida eu ia esquecer

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Tenho medo de quando teu olhar encontra o meu
E o tempo começa a congelar
E tuas maos se direcionam para as minhas
E meu coração se faz parar.
Quando teus lábios conhecem os meus
(E meu corpo que insiste em arrepiar)
Tenho medo de quando você me soltar
O tempo continuará a passar
Te afago e digo que sou fogo
Te beijo e digo que sou um todo 
Mas como terra, me desfaço em suas mãos 

Quero afogar-me em teu corpo
Como quer em meus cachos.
E te afoga no meu peito
Como quero no seu abraço

segunda-feira, 30 de março de 2015

Um suspiro.
O ar escapou do peito, como todo vestígio de vergonha. Os cachos entre as pernas e a constelação de seus seios formavam um quadro. Imóvel.
Os seis acompanhavam a respiração falha e fraca, e a pequena boca seca de paixão.
As mãos subiam a barriga contraída, contornando a cintura e puxando a garota para si.
Me engole.
Um gemido.
O corpo extasiado procurava um apoio, e o encontrou nos cachos dentre duas pernas. Os olhos se encontraram. A fome aumentou. A força diminui e o corpo descontrolado. Os pés ao alto, as mãos arrancando os cachos e a boca sedenta. Por fim, um grito.
Me fode.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Fotografia

Gosto de fotografias. Não porque elas servem de recordação de um momento bom, mas para mim, elas trazem a recordação de como me sentia naquele instante. Nesse exato momento, estou olhando para as fotografias que tirei quando você saiu da minha vida (não por muito tempo - só até perceber que você faz parte da minha vida e que nunca sairá dela completamente). O sentimento dessa fotografia, pra mim, é triste. Eu estava à sua procura. Em cemitérios, em bitucas no chão, em ligações não atendidas. A procura é vazio. A procura é sem razão. Não te encontrei e nem você me encontrou. Ambos perdidos numa foto velha, que só existe devido à uma rede social idiota. Depois disso, nunca mais nos encontramos. E ainda sim, eu ainda busco pela sua face. Pela sua voz, pelo teu abraço, pelo teu carinho. Ainda te procuro. E como a foto não existe em mãos, você não está ao meu alcance. Nem em maços fechados, nem em cemitérios, e nem em números nunca discados.
A procura é vazia.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Botóx

"Mais pra frente eu vou esticar, remover e colocar"
Colocar um pouco de peito depois que eu amamentar
Quem sabe uma lipo pra quando eu engordar
Um botox no rosto se eu enrugar
Um bronzeado artificial pra eu empretar
Unhas de gel pra esconder as que eu roí
E tatuagem na sobrancelha pra me definir
De que me adianta ser jovem agora se ao envelhecer
Vão me mudar até eu não me reconhecer
E no meu túmulo, ninguém vai ver?

*Abrem meu túmulo para exumação
E o silicone que eu coloquei ainda está lá, quase em decomposição*

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Deu saudade. Saudade de colo. De mãos que se enroscavam no meu cabelo antes comprido. De mãos que se apoiavam em meu ombro caído. Mãos que se deitavam comigo quando eu caía, e me puxavam quando eu me reerguia. 
Deu saudade de um colo tão confortável, um colo teu 
Um colo de esmero
Um colo de amor