sábado, 14 de fevereiro de 2015

Fotografia

Gosto de fotografias. Não porque elas servem de recordação de um momento bom, mas para mim, elas trazem a recordação de como me sentia naquele instante. Nesse exato momento, estou olhando para as fotografias que tirei quando você saiu da minha vida (não por muito tempo - só até perceber que você faz parte da minha vida e que nunca sairá dela completamente). O sentimento dessa fotografia, pra mim, é triste. Eu estava à sua procura. Em cemitérios, em bitucas no chão, em ligações não atendidas. A procura é vazio. A procura é sem razão. Não te encontrei e nem você me encontrou. Ambos perdidos numa foto velha, que só existe devido à uma rede social idiota. Depois disso, nunca mais nos encontramos. E ainda sim, eu ainda busco pela sua face. Pela sua voz, pelo teu abraço, pelo teu carinho. Ainda te procuro. E como a foto não existe em mãos, você não está ao meu alcance. Nem em maços fechados, nem em cemitérios, e nem em números nunca discados.
A procura é vazia.

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