Por um tempo, tinha resto seu por todo lugar. Seu cheiro na minha cama, seu abraço no meu corpo, sua mão na minha cintura, seus lábios no meu pescoço. Até mesmo embalagens de cigarro e de camisinha no criado mudo, que ambos tínhamos preguiça de jogar no lixo (e fazíamos a limpeza a cada duas semanas). Depois sua presença começou a diminuir. Menos xícaras de café, menos cigarros meio apagados, menos isqueiros perdidos. Então, sua presença desapareceu e um vazio preencheu o espaço vazio. Nenhuma carta, nenhuma foto. Nenhuma música, nenhum som vindo do meu quarto. Nenhum som vindo da minha casa que remetesse à você. Nada. Todos os vestígios de você foram embora.
E o único vestígio da sua presença que permaneceu
Foi eu.
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