quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Eu era fogo. E como fogo, queimava. Faltava-me o ar. Jogava meu cabelo para os lados e erguia minha saia. Você aproveitou da oportunidade, e tomou conta de mim. Me fez refém. Me fez sequestrada pelo seu corpo. Suas mãos - que sempre me conheceram tão bem - me contornavam, e seus lábios, sempre tão familiares, me sugavam. Suspirei. Me subiu e me desceu, me controlou do começo ao fim até que eu estava tremendo, suplicando por ar. O fogo se desfez, e eu agora sou cinzas. 

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