quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

as minhas culpas eu grito no silêncio 
de uma vergonha tão grande que queima o meu peito 
culpa e vergonha que sinto desde pequena 
desde nem saber o que é culpa direito 
não vivo sem ela que preenche grande parte do meu ser 
e no chuveiro gelado na inquietude do banheiro abafado eu choro pelas minhas impurezas 
pelas minhas verdades que não foram ditas, escondidas 
e pelas falhas que venho tendo 
erros que venho cometendo 
e sinto os olhares me queimando 
as vezes até se apropriando de algo que não é de mim 
e sigo aflita, talvez pelo resto dos meus dias
sentindo essa culpa sem fim 

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