de uma vergonha tão grande que queima o meu peito
culpa e vergonha que sinto desde pequena
desde nem saber o que é culpa direito
não vivo sem ela que preenche grande parte do meu ser
e no chuveiro gelado na inquietude do banheiro abafado eu choro pelas minhas impurezas
pelas minhas verdades que não foram ditas, escondidas
e pelas falhas que venho tendo
erros que venho cometendo
e sinto os olhares me queimando
as vezes até se apropriando de algo que não é de mim
e sigo aflita, talvez pelo resto dos meus dias
sentindo essa culpa sem fim