quanto mais escrevo pra você mais eu te esqueço
e deixo meus sentires em palavras insensíveis
em poemas invisíveis, publicados em um site qualquer
que ninguém nem lê, muito menos menos você...
né?
quanto mais eu te dedido minhas linhas, mais eu coloco você pra fora de mim
cuspindo as promessas não cumpridas, palavras vazias que você encheu a boca pra me falar
de sentimentos que talvez você nem sentia, mas queria me cativar
e eu presa fácil, caí na armadilha de me entregar
de abrir meu coração, derrubar meus muros pra você entrar
olhar todo meu terreno e decidir que nunca quis comprar
fosse embora antes, me pouparia todo o trabalho
de limpar a bagunça que você deixou na minha sala de jantar
na qual nunca jantamos, porque você nunca ficou tempo o suficiente para que a comida pudesse esfriar
e agora eu escrevo mais um poema, só que dessa vez, sem chorar
porque quanto mais eu escrevo
mais eu alivio
menos quero te procurar
e verso após verso, você vai embora
e o meu muro vai voltar pro lugar
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