O último poema do mundo
Sinto tanto que as vezes acho que vou morrer de sentir.
Sinto tanto ao mesmo tempo O último poema do mundo
Tudo que eu sinto, eu sinto muito
Sinto tanto que as vezes acho que vou morrer de sentir.
Sinto tanto ao mesmo tempo que fica difícil de discernir o que é inventado, o que é real
Sinto tanto, choro tanto e escrevo pouco
Ai entalo, engasgo, morro
Com aquilo que não disse, não pronunciei, não expressei e não escrevi.
E não é por falta de querer, porque eu sempre quero escrever o meu último poema do mundo
Aquele tão lindo, tão cheio, tão tão que todo mundo vai se lembrar
E eu que sempre gostei de fazer os outros chorar, vou sorrir de pensar que meus sentires chegaram em alguém que também sentiram.
E todo meu amor, toda a minha dor, todo o meu tudo, imundo, lindo, abençoado, bagunçado não vai ser em vão
Já vi tanta gente morrer, agora vendo minha pequena crescer e ainda não consigo escrever esse poema
Porque tudo que eu sinto não cabe nos sinais das palavras, sinais pequenos pro tamanho da minha imensidão!
E eu fico tão ansiosa querendo vida na minha poesia que travo, paro, fico no meio caminho. Escrevo um verso, deixo sozinho. Escrevo outro verso, ficou de rascunho.
E talvez o último poema do mundo não tem voz, nem sinais, nem palavras
Talvez todos os sentires caibam em uma só coisa, talvez todos os poemas possam ser um só
Talvez o último poema do mundo seja um suspiro.
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