Todos os farpos enfincados oxidando meu coração, quando vou retirá-los, me causam dor e depois quase que um alívio imediato
Mas mesmo assim doem
E pouco a pouco, cada pedacinho que eu consigo curar
Tem mais um outro tanto que eu ainda preciso verificar
Ver os estragos, analisar os danos.
Entender que você nunca vai me pedir o perdão que eu mereço
E que acima de ter que te perdoar, também preciso pedir perdão a mim mesma.
Me perdoa, minha querida, por ter nos permitido ficar tanto tempo com o coração perfurado.
Me perdoa, meu amor, por não ter te protegido quando eu sabia que ele não iria mudar.
Me perdoa, por ter permanecido no mesmo lugar, ainda que sem respirar.
Me perdoa por ter te negligenciado e tentado curado as feridas dos outros quando as nossas ainda nem foram examinadas
Me perdoa
E eu te perdoo
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