o peso das tuas palavras me pesa os ombros e me doem os ouvidos
e tão baixo é o teu sussurro que nada eu escuto
lágrimas abaixo, fez-se um mar
- eu não sei nadar -
o peso das tuas palavras fez-me calar os suspiros e eu não pude velejar.
o peso do teu abraço quente fez-me saltar num oceano desconhecido
e então
silêncio.
quinta-feira, 29 de novembro de 2018
terça-feira, 27 de novembro de 2018
queria engolir todas as tuas lágrimas e transformar tudo em tesão
pra não dar nem tempo de você pensar se gosta de mim ou não
eu sei que se falar que não eu vou sofrer, nenhum corpo é quente que nem o teu e eu espero que nenhum outro corpo se encaixe no seu como o meu
então me beija só hoje,
me beija só hoje pra eu não ficar com vontade quando você se for
e se for, vai mas vai bem devagar
que é pra dar tempo de eu te olhar
que é pra dar tempo de eu me arrepender de não ter ido devagar como você queria mas é que meu amor... eu sou poesia
e quero me escrever nas suas linhas
ja disse em outro poema e falo de novo
eu nunca soube lidar com tinta na mão,
hoje tô toda derrubada no seu colchão
coitada da mina que for deitar nele
já vai ter todo o meu cheiro, onde você fodia o meu corpo inteiro
então me beija uma última vez
mesmo se não for a última vez
e tomara que não seja a ultima vez
pra não dar nem tempo de você pensar se gosta de mim ou não
eu sei que se falar que não eu vou sofrer, nenhum corpo é quente que nem o teu e eu espero que nenhum outro corpo se encaixe no seu como o meu
então me beija só hoje,
me beija só hoje pra eu não ficar com vontade quando você se for
e se for, vai mas vai bem devagar
que é pra dar tempo de eu te olhar
que é pra dar tempo de eu me arrepender de não ter ido devagar como você queria mas é que meu amor... eu sou poesia
e quero me escrever nas suas linhas
ja disse em outro poema e falo de novo
eu nunca soube lidar com tinta na mão,
hoje tô toda derrubada no seu colchão
coitada da mina que for deitar nele
já vai ter todo o meu cheiro, onde você fodia o meu corpo inteiro
então me beija uma última vez
mesmo se não for a última vez
e tomara que não seja a ultima vez
domingo, 18 de novembro de 2018
cê me deixa sem palavras
porque todas eu já usei pra te pintar
logo eu, que nunca soube lidar com tinta na mão
sempre fazia derramar, igual você me cima de mim
você chove na minha terra seca
e eu deságuo de paixão.
rouba todo o meu ar e eu só quero te engolir
até não ter mais o que sobrar
quero entrar na sua pele
pra nunca mais estar longe de ti,
poder ouvir você suspirar quando me ouvir
cê me deixa sem palavras,
não precisa me tocar pra me deixar molhada
logo eu, que nunca soube lidar com pincel na mão
sou a tinta derrubada no seu colchão
porque todas eu já usei pra te pintar
logo eu, que nunca soube lidar com tinta na mão
sempre fazia derramar, igual você me cima de mim
você chove na minha terra seca
e eu deságuo de paixão.
rouba todo o meu ar e eu só quero te engolir
até não ter mais o que sobrar
quero entrar na sua pele
pra nunca mais estar longe de ti,
poder ouvir você suspirar quando me ouvir
cê me deixa sem palavras,
não precisa me tocar pra me deixar molhada
logo eu, que nunca soube lidar com pincel na mão
sou a tinta derrubada no seu colchão
segunda-feira, 12 de novembro de 2018
teu nome tem um gosto amargo
antes, era doce
e eu saboreava você dentro da minha boca
sí-la-ba por sí-la-ba
enquanto você tirava a minha roupa
peça por peça
depois eu engolia toda a sua porra
gota por gota
e ai de quem roubasse o teu nome,
exibisse por aí
e eu te mastigava porque tinha fome
antes.
agora o seu nome azedou,
ficou no seco e apodreceu
dá um ruim na minha boca
seu nome tem um gosto amargo
e eu não gosto nem de falar
as sí-la-bas por sí-la-bas
até seu nome terminar de estragar
antes, era doce
e eu saboreava você dentro da minha boca
sí-la-ba por sí-la-ba
enquanto você tirava a minha roupa
peça por peça
depois eu engolia toda a sua porra
gota por gota
e ai de quem roubasse o teu nome,
exibisse por aí
e eu te mastigava porque tinha fome
antes.
agora o seu nome azedou,
ficou no seco e apodreceu
dá um ruim na minha boca
seu nome tem um gosto amargo
e eu não gosto nem de falar
as sí-la-bas por sí-la-bas
até seu nome terminar de estragar
sexta-feira, 9 de novembro de 2018
eu lembro do dia que te prometi como eu ia saber se eu amava
e você me disse que era saber se eu gostava de conversar.
e eu conversava em silêncio com você,
você entendia.
continuo dizendo tudo sem falar nada
esperando que você possa ouvir.
porque eu me sinto tão sozinha, noite e dia
sem forças para me movimentar.
mas espero que você se orgulhe de mim,
mesmo estando um pouco danificada
com algumas feridas meio abertas, expostas
putrefando no meu peito como você no caixão.
mas isso é natural, não tem nenhum mal e nem me dói o coração.
nem nos feriados de natal - maldito feriado cristão e anual - comendo peixe cru porque eu não sei preparar como você fazia.
mãe, eu me sinto tão sozinha!
são tempos difíceis, tempos dolorosos, carregados de ódio
e ninguém mais sabe conversar como nós
as velas que queimaram no teu velório não apagaram,
e eu peço que me perdoe porque eu esqueci a tua voz
já faz tanto tempo desde que eu ouvi a última vez,
e eu ainda ouço você chegando depois das seis
choveu no dia em que você se foi
e eu deixei muita coisa pra te falar depois
mas eu era mais criança e não entendia que não existe um depois,
existe um passado e é onde você está e eu sei que não vai voltar.
sempre que vou te ver coloco elvis pra você ouvir,
jogo as cinzas do cigarro longe pra você não sentir.
e eu prometo que eu vou parar de fumar e terminar de estudar.
mas mãe, eu me sinto tão sozinha!
sem ninguém pra me escutar
eu esqueci como você era e só tenho imagens póstumas pra me lembrar.
mas mãe, eu me sinto tão sozinha sem você pra conversar e me dizer
como é que eu vou saber se um dia eu amar.
e você me disse que era saber se eu gostava de conversar.
e eu conversava em silêncio com você,
você entendia.
continuo dizendo tudo sem falar nada
esperando que você possa ouvir.
porque eu me sinto tão sozinha, noite e dia
sem forças para me movimentar.
mas espero que você se orgulhe de mim,
mesmo estando um pouco danificada
com algumas feridas meio abertas, expostas
putrefando no meu peito como você no caixão.
mas isso é natural, não tem nenhum mal e nem me dói o coração.
nem nos feriados de natal - maldito feriado cristão e anual - comendo peixe cru porque eu não sei preparar como você fazia.
mãe, eu me sinto tão sozinha!
são tempos difíceis, tempos dolorosos, carregados de ódio
e ninguém mais sabe conversar como nós
as velas que queimaram no teu velório não apagaram,
e eu peço que me perdoe porque eu esqueci a tua voz
já faz tanto tempo desde que eu ouvi a última vez,
e eu ainda ouço você chegando depois das seis
choveu no dia em que você se foi
e eu deixei muita coisa pra te falar depois
mas eu era mais criança e não entendia que não existe um depois,
existe um passado e é onde você está e eu sei que não vai voltar.
sempre que vou te ver coloco elvis pra você ouvir,
jogo as cinzas do cigarro longe pra você não sentir.
e eu prometo que eu vou parar de fumar e terminar de estudar.
mas mãe, eu me sinto tão sozinha!
sem ninguém pra me escutar
eu esqueci como você era e só tenho imagens póstumas pra me lembrar.
mas mãe, eu me sinto tão sozinha sem você pra conversar e me dizer
como é que eu vou saber se um dia eu amar.
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