fecham-se as cortinas e o ato continua
sua boca de encontro à minha
e sua mão experimentando minha pele nua
nessa dança em que estamos à sós
presa em seus olhos, onde jaz a minha paz
e nossas pernas atando-se como nós.
quanto mais te saboreio mais quero devorar
e engolir de uma vez todas as tuas palavras,
com os sons que você faz soletrar.
se somos dois, o nosso silêncio não precisa falar
e eu te seco com o meu olhar
na sede que eu tenho de te encharcar.
abrem-se as cortinas e o ato se encerra
e eu que nunca fui de segurar mãos,
seguro as tuas e me sinto completa.
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