segunda-feira, 23 de julho de 2018

mais uma vez trancada no banheiro
chorando tudo, caindo com tudo dentro do chuveiro
nipe bituca queimada caida dentro do bueiro
e eu não quero ficar mal,
eu não quero estar assim
mas parece que vive outra pessoa dentro de mim
que me arranha por dentro e eu me queimo por fora
com brasa de cigarro, fluído de isqueiro
eu sou um carro desenfreado, sem freio
e a minha loucura não vêm a tona pra quem vê
minha loucura não vem a tona pra quem não quer ver
que eu tô numa escuridão,
num beco sem saída sem nenhuma iluminação
nipe as de poste de quebrada
que ta tudo sempre sequrlada
mais uma vez eu escrevo pra tentar aliviar
mais um rap pra ve se eu lembro de respirar
eu não quero morrer,
eu só quero viver sem surtar
sem sentir que tô doente
sem sentir que tem mil pessoas dentro da minha mente
eu não quero morrer durante o dia
não enquanto eu ainda canto,
não enquanto ainda há poesia

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