quinta-feira, 9 de junho de 2016

Não é como se eu não tivesse tentado isso antes. Já tentei e muitas vezes. Mas como tudo o que eu faço, perde o sentido no meio da coisa. Cigarros de sabor que não me satisfazem mais e uma insuficiência respiratória que eu não sei da onde vem. Talvez dessa maldita gripe que assola meu corpo fazem duas semanas. Eu não estou brava, sabe. Muito menos com raiva. Não perco meu tempo e energia com raiva dos outros. Os outros são quem são e ponto final. A culpa não é minha se eles são todos idiotas e eu demasiadamente sensível para com a estupidez alheia. Veja, tenho birras. Uma das birras é com aprendizes: aprendizes tendem a achar que já são aquilo que pretendem ser, e vem com aquela história de: "o que te faz triste" ou então "vamos procurar a origem desses problemas". Eu não quero ser analisada, entende? Se quisesse, se eu desejasse, pagaria alguém pra fazer isso. Não pago, porque prefiro gastar meus trocados com cigarro caro e que tem cheiro de incenso. Quem foi que acendeu esse incenso aqui? Foi eu. Eu poderia ser menos previsível, e menos irritativa, e menos petulante. Mas não o sou. E junto todas as chatices nesse ser cheio de manias e irritabilidade que odeia gente lenta. Raciocínio, sabe? Não é difícil. Não temos entre nós o capitão-óbvio. Me dê algo novo, conversas que não sejam superficiais. Eu cansei de fumar o topo da bagunça. Eu cansei de ficar observando o caos reinar e eu estava certa sobre aquilo que te disse. Não é como se eu quisesse avisar, mas eu avisei. Eu estava lá antes, mas se me procurar agora não vai me encontrar. Fiz dessa montanha de cretinices um trono e no topo dele você vai me ver: com a coroa de decepções, o sorriso de impaciência e o incenso que eu chamo de cigarro.

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