terça-feira, 30 de junho de 2015

Hoje eu tive muita saudade de você. Não sei de que parte de você. De você inteiro, não. Eu nunca vi você inteiro. Em tantos e poucos anos, nunca te vi. Vi várias facetas tuas, mas não teu todo. Não teu rosto. Vi quando você me amou, e seus braços corriam ao redor do meu corpo. Teus beijos me faziam sorrir e tua voz cheia de poemas. Amei. Vi quando você me odiou, e você se fechou. Teu corpo se afastou e seu rosto não se moveu. Tua palma se fechou.
Vi quando você se magoou e parecia uma criança. E recusou meu colo, meu amor e meu carinho. Sofri. Queria não ter visto quando você desapareceu. Nada do que eu amei existia em você. Amei?
Seus olhos recusavam os meus e tuas mãos desviavam das minhas. Sua voz não falava para que eu pudesse ouvir. Me amou? Não pareceu. Espero que tenha visto o dia em que me quebrou.

Doce

Que o doce que eu tomei não tenha oxidado minha sanidade
Dançando comigo na rua ao som da saudade
Dos teus beijos, teus abraços e tuas carícias
A madrugada fria e meu corpo quente
Rodopiando ao meu próprio som
Que eu fiz nessa noite, nessa madrugada de inverno
Fiz pra você saber que eu tô bem, que eu tô feliz
Que eu tô mais eu do que eu poderia estar
E que eu não preciso mais do teu peito pra me acalmar
Eu não preciso mais do teu sorriso pra ser meu lar
Quando eu já me tenho pra valsar
Não existe mais dança da solidão
Quando eu aprendi a me amar

terça-feira, 23 de junho de 2015

Eu lua, voce sol.

Sua órbita só encontra com a minha
Quando teu desejo arde
E você quer emergir meu corpo no seu
Me queimando com teus olhos.

Eu lua, você só.

Carência (que me abrange em c e r t o s dias e me deixa assim)

O que é que eu posso fazer pra você ficar?
Não só ficar, mas permanecer. Me desenhar, me fotografar, me beijar até a boca secar...
O que é que eu tenho de fazer pra você me amar?
Me explica como que eu faço pra chegar até você. Te virar de dentro pra fora, te revistar
Te conhecer tanto que vou até memorizar
As suas falas, os teus jeitos, suas manias e seus defeitos
Me ensina o teu caminho que eu quero desvendar
E quero fazer você também querer me aprender
Meus labirintos e galerias
Saber o que eu vou falar, e você vai enjoar
Das minhas mil facetas e caretas

Vem me ensinar como que eu faço pra chegar
Te conhecer, te merecer
Te ter pra mim e te devolver pra todo lugar
Faz o que quiser fazer que eu não ligo
Volta pra mim depois, que eu posso ser o seu lar
Me explica, por favor,
Como que eu faço pra você me ver
Do mesmo jeito que eu enxergo você?

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Fui

O que é que eu fui pra você?
Beijo, corpo, mente?
Eu tive sabor na tua boca?
Eu tive cheiro no travesseiro?
Tive caminhos que me lembravam?
Fui memória doída?
Eu fui fios de cabelos entre seus dedos?
Fui música proibida?
E nome não mencionado?
Eu fui noites em claro?
Travesseiro molhado?
Eu fui fogo?
Fui paixão?

Eu fui amor ou fui tesão?

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Setenta e sete dias

De trinta em trinta
De sete em sete
Meu tempo passa
Vivo pelo álcool
Respiro pela nicotina
De sete em sete
Eu renasço e me desfaço
Só brilho na luz da lua
Que me faz nua
Frágil e pequena
Me faz esquecer que eu não vivo pra mim
Vivo pros sete

Aos sete em sete
Trinta em trinta que se passaram
Em anos que eu perdi afogada em dias que não eram meus

O que é que eu vou fazer
Quando chegarem meus últimos sete
pra eu viver?

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Acontecimento que está por vir (eu)

Me deixa ser eu, que eu quero ser
Quero ser quem eu quiser
Na hora que eu desejar
E se for o oposto do que eu era
Quem é você pra falar?
Quero ser mais do que você
Que é espelho de tudo o que vê
Sem você pra me regular
E me dizer 'não é assim que tem que ser'
Eu sou quem eu for
Na hora que já foi
Nas horas que virão
Eu serei quando eu tiver que acontecer

quarta-feira, 3 de junho de 2015

segunda-feira, 1 de junho de 2015

No meu sonho eu acordei
Pensando que talvez você estivesse chamando por mim
E com medo de que você fosse embora
Não abri meus olhos até você me chamar
Uma pena
Que desde então ando esperando
Pela tua voz