De dezoito anos, minha alma não tem nada
Não passo de criança com alma enrugada
De dezoito anos, meu olhar não mostra
Eu sou é uma velha com a língua torta
De idosa eu já tenho tudo,
Vou de olhar magoado pra coração fechado
E não me importo de parecer ranzinza.
De sessenta e oito anos só me faltam cinquenta
E a pressa de morrer já me aflige
O medo de ficar sozinha já me atormenta
E a mágoa dos dezessete permanece.
De dezoito anos, minha alma não tem nada
Não passo de uma criança com a alna enrugada
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