E que se rasga em intenso tormento. Chorou, mas pouco adiantou, visto que havia muito ali para ter se esgotado em tanto pouco tempo. Suas lágrimas secaram, embora desejasse encontrar algum meio de se libertar de tanta solidão. Tão pequena para tanta imensidão! Desejou que as unhas fossem grandes o suficiente para que pudesse arrancar sua dor para fora do peito, mas tudo o que conseguiu fazer foi se machucar. Fora todas as cicatrizes que já tinha, conseguiu novas.
E gostaria tanto de maquiar-se para ser como outras! Simples, fácil e leve, mas sabia que não era assim. E havia cansado de ser tão pesada. Tão pequena para tanta imensidão! Não havia quem pudesse carregá-la, não havia quem pudesse vê-la. Os remédios já não ajudavam mais, e há quem diga que precisaria de dois para que houvesse uma explosão, mas não. Ela era um poço. Ela era um imenso. Ela era um vazio. E ela implodia.
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