o problema dos fins é que nunca são lineares.
circulo por toda a nossa trajetória, todos os caminhos que percorremos e também os que deixamos de percorrer.
persigo sua voz, seu abraço, seu toque.
fujo de tudo que não foi amor.
mas nem tudo é amor
e não há amor nas suas mentiras
nem há amor na sua verdade.
o problema dos fins é que eles nunca são por completo,
talvez um fim temporário meio que imediato,
talvez um fim meio chulo e desapegado
mas nunca um fim de verdade, nunca um encerramento
fico circulando nas suas palavras tentando descobrir o que era real
e o que era imaginação
distinguir o que era amor
e o que era encenação