gosto de escrever sobre o silêncio
porque palavras não cabem
não medem
e não exprimem minha dor.
o silêncio fala e meu corpo sangra
e meus pés não andam na direção que quero seguir
mas sigo, em silêncio
e não preciso de palavras duas
quando tenho o seu olhar
segunda-feira, 14 de janeiro de 2019
contei os trovões como um modo de medir a distância entre nós
os segundos pareciam não passar
contei os segundos entre as luzes e os sons
porque foi essa a quantidade de tempo que eu levei pra perceber que você nunca vai me amar.
talvez não exista nenhum tipo de tempestade
talvez não exista ninguém, nem nessa nem em outras cidades
pra mim.
não há chuva que leve embora a minha solidão.
os segundos pareciam não passar
contei os segundos entre as luzes e os sons
porque foi essa a quantidade de tempo que eu levei pra perceber que você nunca vai me amar.
talvez não exista nenhum tipo de tempestade
talvez não exista ninguém, nem nessa nem em outras cidades
pra mim.
não há chuva que leve embora a minha solidão.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2019
eu me sinto tão confusa e me perco entre dias e noites
não sei se esse barulho venta aqui dentro ou chove lá fora
se te toco com carinho ou se arranho a sua face.
eu me sinto tão confusa, tão pela metade
porque não sei se te amo
ou te odeio.
você me vê?
você me ouve?
mas você me toca, me engole, me dilacera
e não me abraça.
e peça por peça eu me colo pra que depois cê descole
e segure minha mão ao dormir, e sussurre ao meu ouvido
e acorde longe do meu corpo.
você me vê?
você me sente?
mas você me toca e por um momento eu sinto que me ama
do jeito que se enrola em mim na cama,
descobrindo o teu lençol
e me sinto tão confusa, num dia meio sem sol
numa noite meio dia
em praia sem maresia
porque quando você acorda e não me olha e o meu coração parte pela metade,
eu sei que te amo mais do que eu deveria e mais do que podia
e mais do que você sequer poderia me amar um dia.
não sei se esse barulho venta aqui dentro ou chove lá fora
se te toco com carinho ou se arranho a sua face.
eu me sinto tão confusa, tão pela metade
porque não sei se te amo
ou te odeio.
você me vê?
você me ouve?
mas você me toca, me engole, me dilacera
e não me abraça.
e peça por peça eu me colo pra que depois cê descole
e segure minha mão ao dormir, e sussurre ao meu ouvido
e acorde longe do meu corpo.
você me vê?
você me sente?
mas você me toca e por um momento eu sinto que me ama
do jeito que se enrola em mim na cama,
descobrindo o teu lençol
e me sinto tão confusa, num dia meio sem sol
numa noite meio dia
em praia sem maresia
porque quando você acorda e não me olha e o meu coração parte pela metade,
eu sei que te amo mais do que eu deveria e mais do que podia
e mais do que você sequer poderia me amar um dia.
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