em um museu há peles
peles coloridas e secas,
peles de cobra.
nesse mesmo museu
perto das peles
há datas.
datas de quando as peles caíram e foram substituídas por peles novas.
eu vejo essas peles.
me reconheço nelas.
um dia eu acordo e já não sou a mesma
quem eu era secou,
minha cor mudou.
em um museu há várias peles
de vários momentos que eu mudei.
momentos tão bonitos e tão tristes
e tão distantes.
dentro de um museu
sou eu.
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
sexta-feira, 27 de outubro de 2017
Hoje eu andei na estrada de tijolos vermelha. Pensei em todas as coisas que eu queria escrever durante esse tempo e resolvi juntar todas elas. Espero que fique coeso. Espero que entendam.
Eu não sei quando tudo ficou uma merda. Eu queria saber, porque sei lá, de repente podia voltar e fazer diferente. Tantas coisas que me machucaram desse jeito tão terrível e eu não sei se mudaria elas. Elas fizeram quem eu sou. E mesmo não sendo lá aqueles 100% de pessoa, eu acho que tô bem. É difícil olhar no espelho às vezes. Também é difícil sair de casa. Mas eu saio, na procura de algo que move a minha vida. Move pra frente e pra trás, como fosse uma dança de carnaval. Move por algo que eu não sei o que é, mas que nunca é suficiente. Nunca amei ninguém o suficiente ou nunca fui o suficiente. Ás vezes eu não demonstrei o suficiente. Ou nunca senti amor o suficiente. Eu não sei das coisas, entende? Eu não sei quando tudo ficou uma merda, mas eu queria saber. Ontem eu bati em um cara e eu não me senti bem com isso. Queria poder ter batido em todos do recinto. Eu não sei quando foi que eu comecei a odiar o meu corpo ou o meu sorriso só porque não era igual ao de alguém. Eu não sei quando foi que eu aprendi que o bonito é branco magro e loiro. De preferência rico. Eu não sei quando foi que eu comecei a me pôr tão pra baixo que nem um tatu conseguiria me achar debaixo da terra. Eu me sujo, eu me poluo e eu me vendo à corpos que nunca saberão meu dia preferido no mês - não que isso realmente importe. Eu não sei quando tudo ficou uma merda.
Me desculpa por não saber e me desculpa caso não tenha ficado coeso. Esse desabafo que eu queria tanto escrever de diferentes formas, mas juntei tudo em uma porque eu me perdi em quando tudo ficou uma merda.
Eu não sei quando tudo ficou uma merda. Eu queria saber, porque sei lá, de repente podia voltar e fazer diferente. Tantas coisas que me machucaram desse jeito tão terrível e eu não sei se mudaria elas. Elas fizeram quem eu sou. E mesmo não sendo lá aqueles 100% de pessoa, eu acho que tô bem. É difícil olhar no espelho às vezes. Também é difícil sair de casa. Mas eu saio, na procura de algo que move a minha vida. Move pra frente e pra trás, como fosse uma dança de carnaval. Move por algo que eu não sei o que é, mas que nunca é suficiente. Nunca amei ninguém o suficiente ou nunca fui o suficiente. Ás vezes eu não demonstrei o suficiente. Ou nunca senti amor o suficiente. Eu não sei das coisas, entende? Eu não sei quando tudo ficou uma merda, mas eu queria saber. Ontem eu bati em um cara e eu não me senti bem com isso. Queria poder ter batido em todos do recinto. Eu não sei quando foi que eu comecei a odiar o meu corpo ou o meu sorriso só porque não era igual ao de alguém. Eu não sei quando foi que eu aprendi que o bonito é branco magro e loiro. De preferência rico. Eu não sei quando foi que eu comecei a me pôr tão pra baixo que nem um tatu conseguiria me achar debaixo da terra. Eu me sujo, eu me poluo e eu me vendo à corpos que nunca saberão meu dia preferido no mês - não que isso realmente importe. Eu não sei quando tudo ficou uma merda.
Me desculpa por não saber e me desculpa caso não tenha ficado coeso. Esse desabafo que eu queria tanto escrever de diferentes formas, mas juntei tudo em uma porque eu me perdi em quando tudo ficou uma merda.
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
quarta-feira, 18 de outubro de 2017
- i can understand how it might be kinda hard to love a girl like me, i don't blame you much for wanting to be free, i just wanted you to know that i've loved you better than your own kin did-
eu não lembro se alguma vez na minha eu não tenha me sentido quebrada. como se faltasse algo dentro de mim, no meu peito. lembro de não conseguir manter amizades quando pequena e minha mãe dizia que era porque eu brilhava, e esse brilho incomodava quem não era habituado à luz. por muito tempo eu achei que isso verdade. eu não lembro qual foi a última vez que me senti verdadeiramente feliz. toda felicidade era acompanhada por um pânico. toda felicidade era acompanhada de uma intensa procura por falhas, quaisquer que sejam. eu não me lembro a última vez que eu não quebrei alguém. eu sou a reencarnação de midas estragada e tudo que eu toco morre. nem a solidão me acompanha mais.
- from the very start it's my own fault what happens to my heart... you see, i've always known you'd go-
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