terça-feira, 29 de novembro de 2016
houve dias em que eu era água e açúcar e amor. todas as músicas e melodias que hoje me enjoam tocavam sem parar e todos os momentos que hoje me destroem antes me sorriam. eu fui embora, cê sabe que eu fui e cê precisa me soltar. cê precisa me deixar ir. eu não quero mais sonhar com você ou pensar em você enquanto volto pra casa de uma caminhada noturna. me solta, você não quis ficar, você não quis se mostrar pra mim então agora você precisa me soltar. tenho essa intuição que por vezes parece loucura e eu sinto você à distância. eu não quero mais. assina essa carta, assina esse poema e me deixa ir embora que eu não aguento mais ter o coração despedaçado em sonhos por esse sorriso que eu nunca mais vou ver, por esses beijos que eu nunca mais vou sentir. me solta.
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
Já adianto esse desabafo com um pedido de perdão por ser afobada do jeito que eu sou. Eu não quero te atrapalhar em nada que cê tenha que fazer - você fazendo coisas é tão lindo, tão maravilhoso. Eu de jeito nenhum quero ser um empecilho, mas se você me permitir ficar por perto eu posso me acalmar. Eu posso tentar. Tentar diminuir, parar um pouco, respirar com calma e não bater cinza de cigarro em lugar errado. Tento não deixar meus grampos jogados pela sua casa, meus maços vazios e recadinhos no espelho. Mesmo quando eu não tô contigo eu acabo pensando em você. Te disse que oficina vazia é mente do diabo - mente vazia é oficina do diabo - e você disse que não. Tudo bem, talvez não seja, mas minha mente vazia é oficina pra você orquestrar nela a sua voz, o seu corpo, o teu calor. Eu queimo, eu sou fogo! Me perdoa, mas eu queimo por você. Eu te desejo, eu te quero. Se eu não tô com você, eu tô pensando em você. Eu tô apaixonada, cê sabe, eu já te disse. Eu já te repeti isso. E perdoa por essa afobação. É que eu te quero muito e não tô sabendo controlar por agora. Sei que eu causei essa enchente, mas sabe, seria bacana se você pudesse vir nadar comigo... Eu te ensino.
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
pela porta de vidro fico esperando você aparecer
pra me convidar pra sair, tomar um café
conversar sobre as coisas da vida que eu não consigo entender
ir pra tua cama me embaralhar em você
embrulhar as minhas pernas nas suas até amanhecer
mais um dia sem dormir, mais uma noite de prazer
pela porta de vidro eu espero você aparecer
me esperando pra jantar, pra sair, pra dançar
beber um vinho doce e subir nos teus pés
enquanto olhamos o céu balançar
e a lua à iluminar.
pela porta de vidro eu espero você aparecer
pra me chamar pra sair, me levar pra viver
e pela porta do seu quarto eu te olho
queria poder manter você entretido em mim
me chama pra ouvir os clássicos e cantar caetano
enquanto você me beija com um gosto de café
em algum lugar, eu penso em você
mais uma tarde no trabalho
pensando que quem sabe, cê podia aparecer.
pra me convidar pra sair, tomar um café
conversar sobre as coisas da vida que eu não consigo entender
ir pra tua cama me embaralhar em você
embrulhar as minhas pernas nas suas até amanhecer
mais um dia sem dormir, mais uma noite de prazer
pela porta de vidro eu espero você aparecer
me esperando pra jantar, pra sair, pra dançar
beber um vinho doce e subir nos teus pés
enquanto olhamos o céu balançar
e a lua à iluminar.
pela porta de vidro eu espero você aparecer
pra me chamar pra sair, me levar pra viver
e pela porta do seu quarto eu te olho
queria poder manter você entretido em mim
me chama pra ouvir os clássicos e cantar caetano
enquanto você me beija com um gosto de café
em algum lugar, eu penso em você
mais uma tarde no trabalho
pensando que quem sabe, cê podia aparecer.
domingo, 13 de novembro de 2016
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
tenho o coração mais fácil que meus beijos e me entrego à qualquer um que tenha toque gentil e lirismo na fala. eu mesma não sou lírica, mas acredito que meus olhos sejam. e meus olhos encontraram os teus e eu quis te possuir, mas não possuo a ninguém assim como ninguém me possui. mas meu coração, assim como eu, é uma puta fácil que se entrega à qualquer um que tenha uma voz suave e cheiro de vinho barato. eu não posso evitar se o meu amor é banal como copos de água. saio pelas ruas à vadiar nos braços de boêmios músicos e poetas que encontro pelo caminho e sempre acabo nos teus lábios de fumaça paraguaia. eu sou sem valor, como me disseram toda a vida. tenho o lirismo de uma puta - assim como sou - e caio nas graças de qualquer um que tenha toque gentil e voz suave
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