Dessa vez, eu vou guardar. Eu não vou dizer, eu não vou chamar pra sair. Tão idiota esse jogo! Mas eu queria te falar. Não quero jogar, eu não quero brincar. Eu quero te abraçar, encostar meu rosto no seu e ficar até anoitecer. Até amanhã ser. Eu não quero fingir. Mas eu sempre sou a primeira a demonstrar, a desmoronar. Eu sempre sou a primeira a me apaixonar. A desabrochar de amor, a despetalar de saudade imensa dos seus olhinhos de deboche. Mas dessa vez, eu vou guardar. Tão idiota o jogo! Mas eu não quero mentir. Eu quero você, mas eu não vou dizer. Depois eu sempre sou a primeira a chorar, a primeira a se machucar, a primeira a secar.
Eu não vou dizer! Me recuso a admitir que eu amo você. Dessa vez, eu não vou falar.
Mas tão estúpido esse jogo...
quinta-feira, 31 de março de 2016
terça-feira, 29 de março de 2016
Nada mais faz sentido. Nem mesmo. Eu só to aqui. O que dói - e se dói - é que é isso o que eu faço. Eu só existo, ali, naquele momento, naquele lugar, naquele amontoado de gente dizendo o quanto eu sou legal.
Por que você não aparece sempre?
Eu não quero mais acordar. Para o meu êxtase, todo dia eu continuo acordando. Descobri que formicida mata. Coloquei no café. Passei mal. Não morri. Continuei acordando.
Por que você não fica mais um pouco?
Eu não quero mais conversar, meu amor. Eu não quero ouvir você falando do seu ex estúpido. Eu não quero saber quem você beijou. Com quem você vai transar. Eu quero ir pra minha casa, chorar e dormir enquanto eu vomito tudo o que eu bebi. Eu não quero ser sua amiga. Eu não quero saber da sua vida. Eu malemá quero saber da minha.
Mas você já vai embora?
Eu queria ir, mas eu vou ficar.
Por que você não aparece sempre?
Eu não quero mais acordar. Para o meu êxtase, todo dia eu continuo acordando. Descobri que formicida mata. Coloquei no café. Passei mal. Não morri. Continuei acordando.
Por que você não fica mais um pouco?
Eu não quero mais conversar, meu amor. Eu não quero ouvir você falando do seu ex estúpido. Eu não quero saber quem você beijou. Com quem você vai transar. Eu quero ir pra minha casa, chorar e dormir enquanto eu vomito tudo o que eu bebi. Eu não quero ser sua amiga. Eu não quero saber da sua vida. Eu malemá quero saber da minha.
Mas você já vai embora?
Eu queria ir, mas eu vou ficar.
Me passa a cerveja, por favor?
Eu quero mais amor
Já passou da hora, já é tarde demais
Me passa o seu número, por favor?
Eu não quero acordar
Já é manhã, já é hora de trabalhar
Me da licença, senhor?
Eu quero conversar
Já é tarde, já é hora de voltar
Me perdoa a grosseria, amor
Eu quero sentar e chorar
Já é noite, já é hora de dormir
Quando essa dor vai passar?
Eu quero mais amor
Já passou da hora, já é tarde demais
Me passa o seu número, por favor?
Eu não quero acordar
Já é manhã, já é hora de trabalhar
Me da licença, senhor?
Eu quero conversar
Já é tarde, já é hora de voltar
Me perdoa a grosseria, amor
Eu quero sentar e chorar
Já é noite, já é hora de dormir
Quando essa dor vai passar?
segunda-feira, 28 de março de 2016
Se eu sou cigana e não há trupe que me faça cantar
Como é que você e teus anéis me fizeram dançar?
Eu vou de casa em casa fazendo da rua o meu lar
Balançando as saias e os cabelos no ar
Vendendo meu amor à quem quiser comprar
Eu vou de boca em boca me fazendo excitar
Deixando quem quiser tentar me fazer extasiar
Não há paraíso que me faça morar
Não há beijos que me façam amar
Não há silêncio que me impeça de dançar
Eu sou cigana quando danço na luz do luar
Eu sou cigana quando não me faço apaixonar
Mas se eu sou cigana e não há poema que me faça chorar,
Como é que você e teus lábios me fizeram desaguar?
Se eu sou cigana e não tenho lugar pra pousar
Como é que teus olhos me fizeram ficar?
Como é que você e teus anéis me fizeram dançar?
Eu vou de casa em casa fazendo da rua o meu lar
Balançando as saias e os cabelos no ar
Vendendo meu amor à quem quiser comprar
Eu vou de boca em boca me fazendo excitar
Deixando quem quiser tentar me fazer extasiar
Não há paraíso que me faça morar
Não há beijos que me façam amar
Não há silêncio que me impeça de dançar
Eu sou cigana quando danço na luz do luar
Eu sou cigana quando não me faço apaixonar
Mas se eu sou cigana e não há poema que me faça chorar,
Como é que você e teus lábios me fizeram desaguar?
Se eu sou cigana e não tenho lugar pra pousar
Como é que teus olhos me fizeram ficar?
sábado, 26 de março de 2016
sexta-feira, 25 de março de 2016
eu só queria poder dormir
sem antes imaginar
todos os começos e fins que eu vou estragar
eu só queria poder descansar
sem imaginar todas as despedidas que eu vou te dar
todas as desculpas que eu tiver
eu vou usar
eu só queria poder
ver o sol nascer sem a paranóia crescer
é hoje? é amanhã?
quando vai ser?
eu só queria poder dormir
e me descarregar
de todos esses medos e angústias inexistentes
que me deixam noites em claro
noites a delirar
quinta-feira, 24 de março de 2016
quarta-feira, 23 de março de 2016
Fazer o que se é na distância que eu mais penso em você? Se é nos quilômetros que me molham as pernas, em saudade e desatino constante? Eu não tenho culpa, você vê. Me dói no corpo o desejo desvairado de amar a tua alma, de te sugar até que não tenha mais nada de você que não esteja em mim. Me queima o teu olhar, que me memoriza até que eu dê risada. Você vê, eu vou fazer o quê?
Eu espero. Eu nem sequer quero saber o que vai acontecer, eu só quero ter você pra mim pelo tempo que quiser ficar. Depois você vai, e se quiser, volta. Ou a gente podia viajar junto. Sumir junto. Fazer a vida cigana, vê, sentados na calçada lendo os futuros incertos de gente incrédula. Aí, se você se sentir como, podemos nos perder. Perdidos na rua cheirando à rum e pinga barata. E quando cê quiser, você vai. Se não, cê fica. Mas eu nem sequer quero saber o que vai acontecer, que por enquanto, tudo que eu quero é ficar perto de você.
Eu espero. Eu nem sequer quero saber o que vai acontecer, eu só quero ter você pra mim pelo tempo que quiser ficar. Depois você vai, e se quiser, volta. Ou a gente podia viajar junto. Sumir junto. Fazer a vida cigana, vê, sentados na calçada lendo os futuros incertos de gente incrédula. Aí, se você se sentir como, podemos nos perder. Perdidos na rua cheirando à rum e pinga barata. E quando cê quiser, você vai. Se não, cê fica. Mas eu nem sequer quero saber o que vai acontecer, que por enquanto, tudo que eu quero é ficar perto de você.
terça-feira, 8 de março de 2016
gosto quando encontro você
na forma de borboletas azuis
que chegam tão perto
mas nunca vem a pousar
na forma de borboletas azuis
que chegam tão perto
mas nunca vem a pousar
gosto quando encontro você
na forma de bem te vis
que ficam no muro encarando
enquanto eu estou a chorar
na forma de bem te vis
que ficam no muro encarando
enquanto eu estou a chorar
gosto quando encontro você
na forma de uma ventania
que veio tão forte
e não me deixou fumar
na forma de uma ventania
que veio tão forte
e não me deixou fumar
gosto quando encontro você
em uma flor na rua
que caiu de um ipê
que nem o que a gente tinha
quando você ainda tava aqui
e eu não precisava te encontrar
em coisas que eu não posso abraçar
em uma flor na rua
que caiu de um ipê
que nem o que a gente tinha
quando você ainda tava aqui
e eu não precisava te encontrar
em coisas que eu não posso abraçar
eu vou pra são paulo pra nunca mais voltar
eu vou de viagem, eu vou pra morrer lá
eu vou dormir na rua, não vou ter lugar pra ficar
eu vou vender meu choro pelo bar
procurando um motivo e uma razão pra respirar
vou beber conhaque e fazer par a par
vou fazer a minha tragédia sem um coro pra narrar
eu vou sentar na calçada, eu vou mendigar
eu vou contar a minha desilusão e fazer transeunte chorar
eu vou de viagem, eu vou pra morrer lá
eu vou dormir na rua, não vou ter lugar pra ficar
eu vou vender meu choro pelo bar
procurando um motivo e uma razão pra respirar
vou beber conhaque e fazer par a par
vou fazer a minha tragédia sem um coro pra narrar
eu vou sentar na calçada, eu vou mendigar
eu vou contar a minha desilusão e fazer transeunte chorar
eu vou beber até não conseguir mais aguentar
eu vou mendigar amor, eu vou mendigar um lar
eu vou pra são paulo pra nunca mais voltar
eu vou numa viagem mas eu não quero morrer lá
eu vou mendigar amor, eu vou mendigar um lar
eu vou pra são paulo pra nunca mais voltar
eu vou numa viagem mas eu não quero morrer lá
segunda-feira, 7 de março de 2016
Eu preciso me ocupar de qualquer coisa que seja não pensar em você. Já estudei, arrumei o quarto, fiz tudo que há de ser feito e você continua em silêncio na minha mente. Meu silêncio com o teu é gostoso, mas eu sozinha faço barulho. Eu não sei ficar sozinha solitária. Eu gosto de ficar sozinha com você. Mesmo que de longe, mesmo que não seja eu, você entende. A gente se olha e a gente se entende e fica ali. Não precisamos de mais nada. Quem sabe um conhaque ou um cigarro. Mas na nossa gritaria, a gente não diz nada. E compreende.
Eu não vivo. Eu estou aqui, mas eu não vivo. Eu acordo só pra perder mais dos meus momentos. O dia é bonito, mas eu não enxergo. Eu ouço mas não escuto. Eu sinto o pesar no meu coração. O luto. Todos os dias eu estou de luto pelo dia que eu não vivi. Eu morri todos os dias. A cada segundo, a cada instante eu me desfragmento no silêncio da minha dor. Me sufoca, me exprime. E quando me falta o último suspiro, eu vivo?
quinta-feira, 3 de março de 2016
eu preencho a solidão com qualquer coisa que há de caber em minha boca
seja vinho, seja papel
seja cigarros, seja conhaque
seja vinho, seja papel
seja cigarros, seja conhaque
seja você.
eu quero preencher a solidão com você
quero encher a boca, encher o copo vazio e te beber
quero te engolir, te destruir e depois te abandonar
te recolher os pedaços, te costurar
te beijar, te estragar
eu quero encher a sua boca com o meu desgosto
até você enjoar, até você não aguentar
eu quero preencher a solidão com você
quero encher a boca, encher o copo vazio e te beber
quero te engolir, te destruir e depois te abandonar
te recolher os pedaços, te costurar
te beijar, te estragar
eu quero encher a sua boca com o meu desgosto
até você enjoar, até você não aguentar
aí eu vou procurar outra porcaria pra encher a boca.
eu continuo miserável
É um caminho longo e sinuoso, então se você quiser ir embora, tem que ir com o sol se pondo. Eu até pediria perdão por ser "demais" e ter te assustado, mas, eu não peço mais desculpas por isso. Então só me devolve as músicas que eu te dei e pode ir. Toma um cigarro pra viagem. É minister, porque sampoerna eu não dou. Leva água. Não é culpa de ninguém, sabe? É só que você é um covarde e tem medo de sentimento e eu não vou ficar me explicando pra quem não quer me conhecer. Deixa aquela jaqueta. O iluminado também. Os presentes cê fica. São presentes. Não quero de volta. Enfia no cu, então. Cê vai embora ou vai ficar? Você não sabe o que quer. Enquanto decide toma o seu caminho que eu não quero ver a sua cara. Na hora das mentiras não me amava, né? Amor é o caralho. O sol já se pôs. Tá escuro e você vai se perder e vai acabar voltando pra cá. Pega logo sua estrada. Desaparece. Pode deixar que eu não vou te procurar, pode ir. Não quero suas coisas, suas cartas. Não quero suas mentiras. E eu que sou a cretina da história... Que vá à merda, então. Sou cretina sóbria. Cretina bêbada que não divido o conhaque. Não divido nem cigarro vou dividir conhaque. Vai embora que o próximo vai vir. Não quero ver você chorar. Não quero ouvir você opinar. Cê foi amor da minha vida por ótimos 3 segundos, agora pode ir embora que eu vou escolher outro pra eu amar.
quarta-feira, 2 de março de 2016
Hoje eu não consigo escrever nada. Tô com um aperto no perto, uma dor inexplicável e não consigo pôr nada pra fora. Ouvindo hoje a noite não tem luar que é pra me lembrar que não tem mesmo, antes que eu veja coisa onde não tem - que é de praxe. Lua de prata no céu é o caralho, não tem nada lá fora e nem nada aqui dentro. Eu tô sozinha. De novo. Não sei nem se eu queria estar acompanhada. Devia estar fingindo que eu não sou uma desgraçada da cabeça enquanto tô no bar enchendo o cu de cachaça que eu malemá aguento beber. Não sei nem porque tô assim, não tem motivo. O motivo deve ser que eu sou uma cretina da porra. Se nem eu aguento estar comigo, como é que qualquer outra pessoa vai querer? O que me torna suportável é o vinho. Mas aí eu entro noutro dilema escroto da minha vida: ou eu aprendo a beber ou aprendo a sofrer.
Assinar:
Comentários (Atom)