terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Hoje eu tentei ao meu máximo o sorriso. Tentei esticar o rosto o tanto que deu pra mostrar os dentes e fingir uma felicidade que não é real. Chove lá fora e seca aqui dentro. Às vezes eu esqueço que eu sou difícil de amar e questiono o número de pessoas ao meu redor. Zero. A culpa é minha. Mais um dia, mais uma noite e mais uma tempestade que virão e eu vou continuar na mesma. Sem ser nada. Eu não sou nada. Eu sou uma sombra. Acordo, tomo meu café, deito. Espero. Levanto, assisto aula. Dou risada. Fumo um cigarro. Deito. Nos meus sonhos sempre tem um desejo de que dure. De que perdure a ilusão e que eu não tenha que abrir os olhos no outro dia. Dói respirar, dói levantar. Dói falar o que eu sinto. Eu não sinto nada. Eu não sou nada. Eu queria sentir o calor de um colo, um beijo. Queria dormir com o cheiro de alguém na cabeça. Queria um sorriso antes de dormir e quem sabe um quando eu acordasse. Mas eu não sinto nada; eu não tenho nada. Eu sou nada.