E eu que sempre vi teus olhos mel em tons de mar. E eu que soube nadar tão bem, esqueci de me mover em você. Me afoguei. Me perdi. Fiquei à deriva esperando as ondas me carregarem pra longe. E esperei. Milhas de mar, milhas de você longe. Milhas de saudade que eu não soube controlar. Milhas de mim que eu não soube mais achar.
sábado, 31 de outubro de 2015
terça-feira, 13 de outubro de 2015
a covardia nos fez amigos de bar
amigos até a subzero acabar
companheiros só até uma boca pra beijar
irmãos só enquanto a bala durar
a covardia nos fez amigos de bar
nunca sendo um ombro pra chorar
nunca emprestando dinheiro se precisar
se tiver problemas, eu estou na rua
bebendo até apagar
de mãos dadas com o poste
porque eu só tenho amigos de bar
amigos até a subzero acabar
companheiros só até uma boca pra beijar
irmãos só enquanto a bala durar
a covardia nos fez amigos de bar
nunca sendo um ombro pra chorar
nunca emprestando dinheiro se precisar
se tiver problemas, eu estou na rua
bebendo até apagar
de mãos dadas com o poste
porque eu só tenho amigos de bar
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
sou da geração coragem
que luta e pede igualdade
que grita e persegue liberdade
que chora os corpos na rua
que exige acima de tudo a verdade
mas eu sou da geração covarde
que ama e finge que não
que se aprisiona entre dificuldades
que quando tem a chance de amar e ser amado
foge pro bem estar, foge pra não se entregar
e toda a liberdade que eu lutei pra conseguir
se aplica somente aos outros e não à mim
porque eu tenho a coragem de dizer que sou covarde pra amar
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