Todas essas faces miseráveis
Presas à rotina, cretina
E as horas que não passam, incontáveis
E eu que não sou nada, sou escrava
Das horas que passo a trabalhar
Todo dia, sem cessar
Me fizeram serva de capital
Que nunca é o suficiente, que nunca é total
E frequentemente tenho mais contas a pagar
E nunca para, nunca acaba
A roda continua a girar
E eu não vejo mais a vida passar