quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Resenha

Eu sou só uma menina, e bem pequena
Mas tenho 1,68.

(O texto será cheio de EU's. Óbvio... É a minha visão.)

  Desde pequena (e isso é sério) eu me imaginava casando com alguém que fosse meu melhor amigo. Queria um companheiro. Não queria ficar sozinha. Ou me sentir sozinha. Menos pequena, eu conheci o amor (tem gente velha que fala que jovem não sabe de nada de amor, mas eu acho que ninguém nunca sabe se soube o que era ou se sabe o que é. Eu acho que sei) e, óbvio, me apaixonei. Mas não era nem esse o problema: o problema é quando você faz isso por alguém que é diferente de você. Que vai te magoar e no final você não consegue nem sequer ficar magoada de verdade porque você gosta demais.
  E eu tenho esse Q de acreditar muito (ex: até hoje acredito em magia). E eu acredito muito que quando você conhece alguém, e essa pessoa gosta de você e você gosta dela ao mesmo tempo, isso fica muito "mágico"(convenhamos, o ser humano é um bicho difícil de gostar e conhecer de verdade...). E vocês se apaixonam, e se amam e ficam se amando e de repente alguém pára de amar. Mas a outra pessoa continua - e usando aquela metáfora estúpida de que o amor é uma corda e tem duas pontas, e cada pessoa tem que segurar uma - e deixa cair a corda. E sempre tem a outra pessoa que continua tentando atar as duas pontas da corda, tentando fazer o amor continuar sozinha... E não é assim. E é a parte que dói. É a parte que dói em mim por acreditar tanto no amor, por acreditar tanto que as pessoas podem sim encontrar alguém pra vida toda. É ver todos os dias um casal que você via nos olhos a paixão soltando da corda por pequenos problemas. Eu não consigo aceitar que essas pessoas estão desistindo de alguma coisa que poderia ser maravilhosa sem ao menos se esforçar.
  Mas eu também entendo que as vezes dói muito segurar a corda sozinha. Continuar acreditando numa coisa que talvez não esteja mais ali...
 

   Dói demais deixar a corda cair.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Senti congelar as lágrimas no meu rosto
E o vento frio da noite varrendo para longe os restos de quem eu fui